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Economia festivaleira. Não há crise que pare o negócio da música
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Época alta dos festivais está à porta

Economia festivaleira. Não há crise que pare o negócio da música

por Margarida Videira da Costa , Publicado em 06 de Julho de 2011  |  Actualizado há 12 horas
Só quatro festivais de Verão em Portugal registam perto de 500 mil entradas. Compra de bilhetes já chega à Bolívia

Às portas de um Verão dominado pela austeridade, as organizações dos maiores festivais de música do país elevam a fasquia, aumentam o volume de investimento e esperam mais visitantes, mais receitas e mais estrangeiros que em anos anteriores. 

Em Oeiras começa hoje o Optimus Alive: a edição de 2011 tem quatro dias e viu o seu orçamento crescer 30%, para os 6,5 milhões de euros. A aposta reflecte-se nas expectativas, com a promotora a pôr a fasquia dos visitantes esperados nas 170 mil pessoas, mais 50 mil que no ano anterior. Os sinais optimistas começaram cedo: Quando a capacidade para o primeiro dia esgotou (o recinto tem condições para 50 mil pessoas), faltavam ainda 40 dias para o evento. Parte desta procura vem também de fora, explica a promotora Everything is New, que espera conseguir bater o recorde de vendas de bilhetes a estrangeiros, atingindo os 14 mil ingressos (mais 2 mil que em 2010). O mesmo espera a Música no Coração, promotora dos festivais Sudoeste TMN e Super Bock Super Rock (SBSR), marcados para Julho e Agosto, um na praia do Meco, Sesimbra, outro na Zambujeira do Mar, Alentejo. Recusando-se a avançar números sobre o volume investido, a organização diz que os níveis de pré-venda de bilhetes já ultrapassaram "largamente" os do ano anterior. No caso do Sudoeste TMN, o público estrangeiro representa cerca de 15% das receitas. Um crescimento que se "acentuou significativamente nos últimos dois anos", tendo o SBSR registado "uma subida exponencial desde o ano passado".

Os mercados mais referidos por todas as organizações são o espanhol e o britânico. Mas não só. A Ritmos, promotora do festival mais a norte do país, o Paredes de Coura, realça a diversificação das últimas edições. "Há uns dias, vendemos bilhetes para a Bolívia", revela João Carvalho. 

Também o Paredes de Coura, que se realiza ao longo de quatro dias, em Agosto, conta este ano com um orçamento superior, representando um investimento de 2 milhões de euros. Segundo a organização, a parcela relativa à comunicação e publicidade diminuiu para 40 mil euros. Um valor baixo, quando comparado com outros festivais, salientam. A situação é compensada pela aposta nas redes sociais e comunicação através das rádios e dos órgãos parceiros do evento. 

Para além de levar multidões para um dos sítios mais recônditos de Portugal, o Paredes de Coura emprega durante quatro dias mais de 500 pessoas, e mais algumas dezenas durante o mês do evento. Já mais a sul, no Optimus Alive estão envolvidos 3500 postos de trabalho, mais 500 que na edição anterior. Números que ajudam também a explicar os milhares de litros de cerveja vendidos nestes dias, outra grande indústria por trás dos festivais de música. 

Embora a procura pelos festivais de Verão não dê sinais nesse sentido, os preços de bilheteira aumentam de edição para edição. O passe de três dias para o Optimus Alive custa este ano 99 euros (90 euros em 2010) e o mesmo passe para o Super Bock Super Rock aumentou 10 euros, para 80 euros. No caso do Sudoeste, cinco dias de festival custavam 80 euros e valem agora 90 euros. Já o passe de quatro dias para o Paredes de Coura tem o preço de 75 euros, cinco euros mais caro que em 2010.

ionline



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