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Tailandeses entram em força nos campos agrícolas do Sul
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Tailandeses entram em força nos campos agrícolas do Sul

por LUÍS MANETAHoje

"Ganhar dinheiro… é simples, ganhar dinheiro." Kanapat Tunkong- chan não tem dúvidas: os 450 trabalhadores que nos últimos dois anos trocaram as comunidades rurais da Tailândia pelos campos agrícolas de Portugal fizeram-no por um salário em muito superior ao que recebiam. Mesmo que para realizar o sonho de uma vida melhor seja necessário atravessar o mundo deixando mulher e filhos a milhares de quilómetros de distância, trabalhar de sol a sol, sem feriados nem fins-de-semana, e dividir com mais seis ou sete pessoas uma casa com condições de higiene precárias.

"A motivação é trabalhar muito para ganhar dinheiro e dar uma vida melhor à família", diz Tunkong- chan, homem de confiança de Roni Meluka, o empresário israelita proprietário da empresa DFRM Internacional, com escritório aberto em São Teotónio, Odemira, e especializada na oferta de trabalhadores tailandeses com experiência na agricultura.

É ele que serve de elo de ligação com os restantes tailandeses que começaram por apanhar morangos, frutas e flores no litoral alentejano (região onde se encontram cerca de dois terços dos tailandeses que vieram trabalhar para Portugal) e que hoje já tra- balham em explorações horto- frutícolas do Montijo, Torres Vedras, Leiria ou Bragança.

"Em Israel já recrutei mais de 40 mil e tenho 20 anos de experiência", diz Roni Meluka ao DN, explicando que os trabalhadores tailandeses, habituados desde muito novos ao cultivo do arroz, "são os melhores" para a agricultura. "São muito eficientes no trabalho e dão rentabilidade às produções agrícolas com muita facilidade."

Alguns dos trabalhadores que agora se encontram em Portugal já passaram por países como Singapura ou Israel, onde permaneceram cinco anos e, segundo Roni, "ganharam bom dinheiro". "Vir para a Europa é uma boa solução para eles." Sobretudo quando em cima da mesa está um salário mensal de 450 euros - cerca de 10 vezes mais do que aquilo que receberiam na Tailândia. Mas que, ainda assim, bastante inferior ao que um trabalhador português receberia em circunstâncias idênticas.

"Quando trago tailandeses, os agricultores ficam satisfeitos. De início nem queriam falar comigo, mas agora telefonam e pedem cada vez mais pessoas. Tenho paciência para esperar, pois sei que são bons trabalhadores. Digo sempre que são os melhores", acrescenta o empresário israelita, assegurando que tão importante quanto a vinda para Portugal é o seu futuro regresso a casa. "Vêm para cá, trabalham, fazem um bom dinheiro e depois voltam para casa. Não quero que me arranjem problemas."

Funcionária da DFRM, Rute Silva diz que, nos primeiros meses, alguns empresários encararam com "estranheza" a oferta de trabalhadores tailandeses. "Talvez pensassem que se tratava de qualquer coisa ilegal, ou à margem da lei, e recusavam a proposta". Agora, o cenário mudou. Todas as semanas surgem contactos de vários pontos do País a fazer perguntas sobre o negócio.

Rute Silva garante que tudo é feito "cumprindo" a lei: "O embaixador [da Tailândia] viu com os seus próprios olhos." Kasivat Paruggamanont visitou algumas explorações hortofrutícolas de Odemira, conversou com os trabalhadores e viu as casas onde estes pernoitam, todas elas cedidas pela entidade contratante.

Os mesmos patrões que até há poucos meses recorriam a ucranianos, búlgaros ou romenos e que se viraram agora para os tailandeses - menos tentados pelo consumo de bebidas alcoólicas e que raramente interrompem o trabalho, mantendo um ritmo constante ao longo do dia.

 


Posted: 2009-10-11 03:38:00

DN


Trabalhar mais sem vida familiar

Hoje

Entre os 450 trabalhadores agrícolas tailandeses que se encontram actualmente em funções em Portugal, estão apenas três casais. Segundo a empresa DFRM, "raramente" chegam grupos mistos. Desta forma, "não existe vida privada que os prive de trabalhar e a eles até lhes convém ganhar mais". Interesse idêntico ao das empresas que os contratam. "Assim sabem que têm sempre o trabalho extraordinário assegurado, seja , ao fim-de-semana ou aos feriados. Muitos deles até ficam chateados quando não há trabalho extraordinário para fazer", resume Rute Silva. Mesmo em São Teotónio, Odemira, local onde a empresa tem escritório, é raro deixarem-se ver. E quando o fazem, por exemplo para ir às compras, surgem sempre em grupos de cinco ou seis, recusando contactos com os moradores da região alentejana. "Juntam-se em comunidade e é lá que têm os seus momentos de lazer", diz a funcionária da empresa que os trouxe para Portugal. Vieram com um contrato de trabalho por um ano, renovável por idêntico período.

 

DN



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Actualizado em ( Domingo, 11 Outubro 2009 10:21 )
 

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