Quinta, 15 Outubro 2009 10:47    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Peregrinação - Caminhada de 240 km no Alentejo pela paz
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Peregrinação

Caminhada de 240 km no Alentejo pela paz

por LUÍS MANETAHoje

Caminhada de 240 km no Alentejo pela paz

Grupo de 86 peregrinos, portugueses e estrangeiros,  já fizeram acções em zona de guerras, como o Médio Oriente e Colômbia. Agora estiveram 18 dias em terras alentejanas. Tudo para tentar mudar o mundo

Vieram de várias partes do mundo, mesmo de locais remotos como a tribo 'Toda' nas montanhas Nilgiri, na Índia. Juntos formam um grupo de 86 peregrinos , portugueses e estrangeiros. que hoje terminam uma caminhada de 240 quilómetros entre o cromeleque dos Almendres, nos arredores de Évora, e uma "aldeia de paz", denominada Tamera, fundada há 14 anos em Colos, Odemira, num terreno de 134 hectares.

Este grupo faz caminhadas em várias zonas do mundo. Esta é a quarta peregrinação, depois de terem feito três em zonas de guerra no Médio Oriente e na Colômbia. Este ano, a peregrinação intitulada "Grace" percorreu paisagens alentejanas para, entre "oliveiras tão antigas como a própria terra", chamar a atenção dos Governos para a importância de "encontrar visões para uma cultura baseada na paz", explica Sabine Lichtenfels, a responsável pela peregrinação.

"Podemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Cada passo dado dentro dessa consciência é um passo num novo continente", acrescenta Sabine, que é escritora e uma das representantes em Portugal da iniciativa suíça "1000 mulhe- res pela paz" nomeada para o prémio Nobel da Paz em 2005.

Segundo contaram ao DN, ao longo do trajecto, os peregrinos celebraram o 140º aniversário de Mahatma Gandhi - "lembrando-nos que a violência não é capaz de dar resposta à dor e ao sofrimento" , conta Sabine. Além disso, fizeram meditação matinal num olival milenar e festejaram o Jom Kipur, um feriado israelita que significa "reconciliação e graça". E nos 18 dias de peregrinação seguiram uma alimentação vegetariana biológica, sempre que possível fornecida por agricultores da terra. E e em diversos locais da rota exibiram uma peça de teatro intitulada A Sombra Negra e o Enigma da Princesa.

Aberta a "activistas pela paz, peregrinos, visionários e dinamizadores de todas as idades de Portugal e do mundo inteiro", a Peregrinação Grace começou dia 27 de Setembro e teve como ponto de partida o cromeleque dos Almendres (datado do sexto milénio antes de Cristo), cujos construtores, acredita Sabine Lichtenfels, "faziam parte de culturas tribais pacíficas e espiritualmente muito desenvolvidas que viviam em estreita ligação com a natureza numa época de realização sensual, em comunidades pacíficas".

"As pedras isoladas representam os arquétipos de uma comunidade intacta, na qual todos os elementos se completam mutuamente"., explica. Por isso, a primeira parte da caminhada, entre os Almendres e Grândola, foi dedicada ao fundamento espiritual da comunidade. A segunda, entre Melides e Sines, destinou-se a reflectir sobre a história colonial portuguesa e o 25 de Abril.

A terceira, que conduz os peregrinos até Colos, resume-se numa espécie de apelo: "Sê a mudança que queres ver no mundo!".

"Caminhámos entre arrozais e pinhais. As monoculturas não nos inspiram tanto quanto a paisagem natural", escreve a impulsionadora da peregrinação no seu diário, publicado na Internet, onde descreve a experiência e algumas das questões lançadas para debate durante a longa caminhada - uma vezes feita em silêncio, outras tendo como pano de fundo um tema comum.

Temas como a Terra Santa, o paraíso - "durante duas horas mágicas, praticamos a utopia pré-histórica aqui e agora" - ou o potencial de cada paisagem.

Em Batão, concelho de Alcácer do Sal, a noite foi passada numa vinha atrás do café da aldeia. "Consegui conectar-me imediatamen- te com a beleza desta terra, com a sua natureza e a sua força", conta Shmuel Shaul, vindo de Israel. Mas é também ali que o dia-a-dia das comunidades rurais portuguesas relembra aos peregrinos que nem sempre o contacto com os animais é o "mais digno e respeitador"

O final da peregrinação, prevista para hoje, coincidirá com a apresentação de um "modelo tecnológico, ecológico e social" que está a ser desenvolvido em Tamera e que aposta na investigação de siste- mas de produção de energias sustentáveis e que não dependam do fabrico em série.

 



Posted: 2009-10-15 09:47:00

DN



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Actualizado em ( Quinta, 15 Outubro 2009 11:07 )
 

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