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Algumas ambulâncias vão parar por falta de enfermeiros
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Algumas ambulâncias vão parar por falta de enfermeiros
Inserido em 13-06-2010 19:58



Sindicato responsabiliza a gestão incompetente do INEM.


Por causa da falta de enfermeiros, algumas ambulâncias vão estar paradas a partir da próxima semana. A denúncia é feita pelo Sindicato dos Enfermeiros, que acusa o INEM de gerir os recursos humanos de forma incompetente.

Segundo Pedro Frias, do SEP, a partir da próxima semana, deixa de ser possível assegurar o funcionamento de algumas ambulâncias devido à falta de enfermeiros.

“O problema surge esta semana que é quando os horários são feitos e se consegue perceber que houve mais saídas de enfermeiros por não ser efectivado o seu vínculo ao INEM e há horários que estão sem enfermeiros para colmatar essas falhas. A SIV (ambulância de Suporte Imediato de Vida) de Moura vai estar grande parte do mês, a partir de 15 de Junho, praticamente inoperacional e isto com graves consequências para aquilo que é a prestação de cuidados de emergência do pré-hospitalar para as populações”, disse.

Pedro Frias, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses, responsabiliza o Instituto Nacional de Emergência Médica e o Ministério da Saúde pela situação a que se chegou.

“Nós fomos alertando o Conselho Directivo do INEM e também o Ministério da Saúde para as consequências mais graves que podiam advir devido ao cansaço a que estavam sujeitos os enfermeiros. O Ministério da Saúde fez ouvidos de mercador às nossas propostas. Esta situação é responsabilidade de uma gestão incompetente por parte do INEM”, acrescenta Pedro Frias.

Segundo o SEP, dos cinco enfermeiros que deveriam constituir as equipas das SIV de Moura, Odemira, Elvas e Estremoz, actualmente apenas existem dois em Moura e Odemira e três em Elvas e Estremoz.

Para além disso, o sindicato alerta ainda para a carência de enfermeiros no Centro de Orientação de Doentes Urgentes em Lisboa.

A Renascença está a tentar o contacto com a direcção do INEM, o que, até agora, não foi possível.


Posted: 2010-06-13 20:58:00

 

 

Renascença



SAÚDE

Falta de enfermeiros pára ambulâncias em Moura e Elvas

Ontem

Falta de enfermeiros pára ambulâncias em Moura e Elvas

Sindicato diz que  a situação é caótica  e acusa INEM e ministério de se preocuparem mais com a contenção de gastos

A falta de enfermeiros vai obrigar as ambulâncias de suporte imediato de vida (SIV) a ficarem paradas em Moura e Elvas pelo menos até ao fim do mês. A situação ameaça alastrar-se a outras zonas do País, como alertou ao DN Pedro Frias, do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP).

"Temos tido várias reuniões com o Ministério da Saúde e com o conselho directivo do INEM, mas parece que estão mais interessados na contenção de gastos do que na saúde dos portugueses", realçou Pedro Frias.

Até ao final do mês, em Moura - só existem dois enfermeiros -, em 12 dias a SIV não estará operacional durante vários turnos a partir de terça-feira, enquanto em Elvas - estão escalados apenas três - os dias 23 e 25 serão os afectados.

Para o funcionamento de cada SIV deveriam existir cinco enfermeiros. "Isso não acontece com nenhuma destas ambulâncias em Portugal", garantiu Pedro Frias.

A situação ameaça tornar-se ainda mais caótica quando os enfermeiros que são requisitados procurarem antes a estabilidade dos locais onde estão empregados, abandonando a incerteza das SIV, pois o INEM não os torna efectivos, segundo alertou o dirigente sindical.

No caso de Odemira, "os dois enfermeiros chegam a assegurar turnos de 24 horas seguidas cada um". "Há falta de recursos humanos. Tem sido uma gestão incompetente por parte do INEM. Não contrata enfermeiros e não coloca os que lá estão a efectivos", salientou. Acrescentou ainda que o concurso aberto em Dezembro acabou por não avançar.

"Não podemos esquecer-nos de que as SIV foram a forma encontrada de colmatar o encerramento de vários serviços de atendimento permanente (SAP)", frisou.

Outra situação que o SEP está a alertar é para a escassez de enfermeiros no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa. Os enfermeiros subcontratados, a recibo verde, "não recebem desde o início do ano" e Pedro Frias assegurou que sem receber há quase seis meses "estes profissionais recusam continuar a trabalhar, a fazer estas horas a mais".

Como consequência, o atendimento no CODU vai ficar sem enfermeiros durante oito dias (não consecutivos) até ao final do mês, durante alguns turnos, como já aconteceu no dia 8 e no sábado (entre as 16.00 e as 00.00).

 

DN

 


 

Sindicato dos Enfermeiros denuncia "situação caótica" no INEM

2010-06-13

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses denunciou hoje, domingo, a "situação caótica" do Instituto Nacional de Emergência Médica, devido à "inoperacionalidade" de alguns meios de apoio como as ambulâncias de Suporte Imediato de Vida.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) afirma em comunicado que "no decurso do mês de Junho, resultado da grave carência de enfermeiros, existirão alguns meios que estarão inoperacionais, nomeadamente as ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) que funcionam em Moura e Elvas".

Os enfermeiros acusam ainda a "gestão incompetente do conselho directivo do INEM que insiste não só em não admitir novos enfermeiros para os meios mas também em não solucionar a efectivação de recursos humanos", fazendo com que "a carência de enfermeiros nas SIV atinja níveis inadmissíveis e que colocarão em causa a emergência pré-hospitalar".

"Dos cinco enfermeiros que deveriam constituir as equipas das SIV de Moura, Odemira, Elvas e Estremoz, actualmente apenas existem dois em Moura e Odemira e três em Elvas e Estremoz, o que fará com que, este mês, alguns dos meios estejam inoperacionais", lê-se ainda na nota.

O sindicato adianta ainda que a ambulância SIV de Moura vai estar inoperacional nos dias 15, 16, 17, 19, 23, 24, 25 e 30 de Junho, das 08:00 às 20:00, bem como nos dias 18, 20 e 21 de Junho, das 20:00 do dia anterior até às 08:00 e no dia 26 de Junho, das 20:00 de dia 25 até às 20:00 deste dia.

No caso de Elvas, a ambulância SIV, diz o sindicato, vai estar inoperacional no dia 25 de Junho, das 08:00 às 20:00, e no dia 23 de Junho, das 20:00 do dia anterior até às 20:00 horas deste dia.

O sindicato queixa-se ainda da "carência de enfermeiros que se verifica no Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) de Lisboa", referindo que "até agora [esta falta] tinha sido colmatada com recurso a prestação de serviços a recibo verde", mas que a solução de recurso "está também agravada, uma vez que estes enfermeiros subcontratados, por não receberem desde o início do ano de 2010, se recusam a continuar a exercer funções".

"Desta forma, o CODU de Lisboa funcionará sem enfermeiros das 00:00 às 08:00 dos dias 12, 13, 15, 18 e 25 de Junho; das 08:00 às 16:00 dos dias 18 e 20 de Junho; e das 16:00 às 00:00 dos dias 9, 12 e 17 de Junho", concluiu o SEP.

 

JN

 



 

Enfermeiros rejeitam cortes nos meios de socorro do INEM

00h30m

ALEXANDRA INÁCIO

A bastonária da Ordem dos Enfermeiros é peremptória: não há crise que justifique cortes nos meios de socorro pré-hospitalares. O Sindicato dos Enfermeiros garante que o sistema está à beira da ruptura; o INEM assegura que ainda nada está decidido.

O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) denunciou anteontem, domingo, que a carência de enfermeiros pode levar, no decurso de Junho e durante o Verão, à paragem de meios de emergência, como ambulâncias de Suporte Imediato de Vida (SIV) – criadas para substituir o encerramento de urgências e Serviços de Atendimento Permanente (SAP).

O Alentejo e Interior Norte e Centro do país serão as zonas mais afectadas, assegurou ontem, segunda-feira, ao JN Rui Marroni, dirigente da direcção regional de Lisboa do SEP. Já fonte do INEM garantiu que “nada está decidido”, mas “nenhum meio de emergência se encontra parado ou está em risco de fechar”. E a bastonária da Ordem dos Enfermeiros insiste que as informações “não são inventadas” e que, a confirmarem-se as medidas de contenção, “seria uma enorme irresponsabilidade”.

Maria Augusta Sousa defende que a crise económico-financeira não pode justificar cortes “avulsos” nos meios de socorro às vítimas de acidente ou de doença súbita; e garante que a estabilização do corpo de enfermeiros é possível sem o sistemático recurso às horas extraordinárias – “basta haver vontade política”.

A bastonária aponta como solução a aprovação do plano estratégico de emergência pré-hospitalar em coordenação com a rede de urgências. A estabilização “é essencial” e poderá ser conseguida, pelo alargamento do quadro do INEM ou pela generalização do protocolo que permite aos enfermeiros nos hospitais, nomeadamente nas urgências, cumprirem horas nas ambulâncias.

O INEM nega a existência de uma decisão sobre a redução de meios e admite, apenas, que está a elaborar uma proposta sobre a “redistribuição e optimização dos meios”, que será entregue “brevemente” ao Ministério da Saúde.

“Há ambulâncias, em determinados locais, que têm muito poucas saídas por dia – uma média de 0,06”, apontou fonte do INEM, referindo que esse meio poderá ser “mais útil” noutra zona. Além do número de serviços, a densidade populacional também será um critério que poderá determinar a redistribuição dos meios.

O Sindicato insiste: ou há reforço dos enfermeiros ou haverá ambulâncias SIV paradas. De acordo com o protocolo deviam ser cinco o número mínimo de enfermeiros a assegurar o seu funcionamento, mas, garante Rui Marroni, em Moura e Odemira são dois e três em Elvas e Estremoz. Como? “Com turnos de 24 horas”, esses enfermeiros preferiam cumprir horário mas “têm mesmo de fazer horas extraordinárias”. A confirmarem-se os cortes, garante, será a “ruptura completa” do sistema e tanto enfermeiros como utentes ficarão “em risco”.

 

 

JN

 



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Actualizado em ( Terça, 15 Junho 2010 09:38 )
 

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