Quarta, 05 Janeiro 2011 10:33    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Compensa mais viver no Litoral ou no Interior?
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Compensa mais viver no Litoral ou no Interior?

Continua a ser considerável o fluxo de pessoas que deixa o interior para residir ou trabalhar no litoral português. Todavia, pode dar-se uma mudança em breve.

Se antes o litoral era o local privilegiado para trabalhar e com melhores serviços, muito se tem feito para que em algumas zonas do interior sejam garantidos os serviços básicos (comida, saúde, Internet…) e, consequentemente, uma melhor qualidade de vida.

Regra geral, no interior come-se com melhor e não há tanto stress. Os gastos são menores e há ainda muito para explorar, sendo mais “fácil” abrir um negócio. Se é médico, pode sempre abrir um consultório. Muitos hospitais ficam longe e dá sempre jeito.

Cafés, restaurantes, supermercados, lojinhas com produtos regionais, clínicas dentárias, são outras opções, que levarão uma melhor qualidade de vida às populações de certas aldeias mais recônditas e farão com que o interior comece paulatinamente  a desenvolver-se.

Para quem pensa viver mais perto de Espanha, os benefícios são consideráveis, sobretudo no que concerne ao combustível, que é mais barato, tal como os alimentos e a roupa.

É certo que a nível de postos de trabalho e de transportes ainda há muito a fazer, mas os benefícios podem compensar, se tiver carta de condução.

 

Segundo a “Agência Financeira”, para combater a desertificação, jovens entre 18 e 35 anos, estão isentos do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis na compra de habitação própria e permanente em 174 municípios.

Além deste benefício pouco divulgado, algumas autarquias aplicam taxas reduzidas de Imposto Municipal sobre Imóveis e incentivam a natalidade.

Dos 119 municípios que responderam ao inquérito da DECO, 60 declararam não cobrar imposto até ao final do ano. A lista é engrossada por localidades nos distritos de Bragança, Castelo Branco, Évora, Faro, Guarda, Vila Real e Viseu.

Para aceder a estas isenções, o valor sobre o qual incide o imposto tem de ser inferior ao preço das habitações de custos controlados (ou casas sociais), acrescido de 50%.

Estas são construídas e compradas com o apoio financeiro do Estado que, para tal, concede benefícios fiscais e financiamento bonificado. Obedecem ainda a limites na área bruta, custo de construção e preço de venda.

Os valores variam consoante o município e por trimestre, fruto de oscilações no preço da mão-de-obra e dos materiais, etc. Para saber qual o valor, consulte a câmara municipal da área do imóvel.

Regra geral, a atribuição das habitações é feita por concursos das câmaras, anunciados nos diários da região, ou cooperativas.
Antes de comprar casa, desloque-se até à câmara municipal da área e pergunte quais os benefícios concedidos.

Em Serpa e Ferreira do Alentejo (distrito de Beja), por exemplo, nunca ninguém pediu a isenção de IMT. Uma possível explicação é o desconhecimento por falta de divulgação dos benefícios, tarefa que compete às câmaras. O pedido é feito no serviço de finanças da zona do imóvel, onde terá de assinar um documento a declarar não ter aproveitado um benefício idêntico.

Só a isenção de impostos municipais permitem-lhe poupar mais de 2 mil euros, segundo contas da DECO. Num imóvel com valor patrimonial tributário de 120 mil euros, a DECO diz que pode poupar 2.386 euros.

Há municípios que recorrem a outros mecanismos para fixar ou aumentar a população. Por exemplo, venda de terrenos para construção a um preço abaixo da média (Portalegre, Santiago do Cacém, Odemira, Viana do Alentejo, Sousel, Arraiolos, Alandroal, Chamusca e Vila de Rei), apoio à recuperação de casas degradadas (Valpaços, Ribeira de Pena, Vila de Rei, Mora e Portalegre) e redução nas taxas de IMI (Tabuaço, Vila Nova de Cerveira, algumas freguesias de Évora e de Loulé).
Imagine um terreno de 20 mil euros, com um «desconto» que pode ir até aos 25%, poupa 5 mil euros.

Outros, mais imaginativos, atribuem subsídios para promover a natalidade (Boticas, Carrazeda de Ansiães, Vila de Rei e Mora) ou o casamento (Murça e Vila de Rei), cartões de descontos (Alandroal, Borba, Vila Viçosa e Mora), transporte e refeições escolares gratuitas (Ponte de Lima), entre outros.

Nos incentivos à natalidade, há municípios que permitem poupar, no nascimento do primeiro, segundo e terceiro filho, 500, 1.000 e 1.500 euros, respectivamente.

Nos transportes e refeições escolares gratuitos, algumas câmaras permitem poupanças em passe social normal a 25 euros por mês e almoço na cantina a 2,50 euros, o que eleva a poupança aos 80 euros mensais.

Nem sempre é fácil usufruir de alguns destes benefícios, pelo que convém informar-se sobre os requisitos necessários junto do município em questão.

Como em tudo, há vantagens e desvantagens. É uma questão de ponderar bem e de ver o que se encaixa melhor nos seus planos de vida, perguntando-se: “compensa mais viver no litoral ou no interior?”

http://diz.la

 

 



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Actualizado em ( Quarta, 05 Janeiro 2011 10:36 )
 

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