| O presidente da Câmara de Vila do Bispo Gilberto Viegas considera que o Polis Litoral do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, anunciado pelo ministro do Ambiente, é um "contributo valioso" para requalificar a zona, mas "peca por tardio". "É um contributo valioso para avançarmos com o desenvolvimento desta zona", afirmou o autarca de um dos três municípios, juntamente com Aljezur (também no Algarve) e Odemira (no Alentejo), inseridos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina. Gilberto Viegas disse acolher com "agrado" o investimento de 40 milhões de euros, a ser realizado entre 2010 e 2013, anunciado pelo ministro Nunes Correia, mas sublinhou que "essa era uma reivindicação da autarquia desde o anterior Quadro Comunitário de Apoio". "Já quando foi lançada a requalificação da Estrada Nacional-125 e apareceu o plano Polis Litoral da Ria Formosa, Vila do Bispo e Aljezur discordámos porque considerávamos que a Costa Vicentina devia ser tratada da mesma forma, porque ambos são Parques Naturais", frisou. O autarca considerou ainda que o investimento anunciado pelo ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento regional, "apesar das condicionantes naturais e paisagísticas do Parque Natural, pode permitir intervenções em zonas costeiras de forma a permitir o turismo todo o ano e não de forma sazonal". "Pode ser também uma forma de criar condições económicas para a fixação de pessoas", acrescentou Gilberto Viegas, lembrando que "Vila do Bispo é o município do Algarve com mais comprimento de costa". Nunes Correia anunciou domingo no Algarve o Pólis Litoral do Sudoeste Alentejano e da Costa Vicentina, obra que se deve iniciar em 2010 e terminar em 2013, e terá um investimento de 40 milhões de euros. De acordo com o ministro, as intervenções vão deixar "uma marca de mudança, sem negar os valores naturais, mas conciliando o desenvolvimento económico e social". Nunes Correia adiantou que algumas das acções específicas do quarto Polis Litoral (já existem os do Norte, Ria de Aveiro e Ria Formosa) passam por valorizar as áreas balneares, proteger as arribas, criar percursos de visitação, ecovias e ciclovias, e melhorar núcleos populacionais. 6 de Maio de 2009 | 09:27 lusa |