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O Festival do Sudoeste e o Impacto Ambiental
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A missão de um Jovem Repórter para o Ambiente (JRA) é a de observar, inquirir, analisar e reportar o que o envolve, tendo como principal preocupação a abordagem das questões relativas ao desenvolvimento sustentável.


Por jra | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 19:22

O facto de ocorrer na época balnear gera alguma confusão pois reúnem-se os turistas e os fãs do festival.

 
“Já são muitas as pessoas que vêm nessa altura, mas com este evento juntam-se ainda mais” – disse Lina Guerreiro, residente na Zambujeira. Outras preferem “fugir” à confusão, nomeadamente os idosos.
 
Uma das queixas mais recorrentes relaciona-se com a  falta de infra-estruturas (a nível de sanitários e de alojamentos). “ Muitas pessoas dormem no chão” acrescentou ainda Lina Guerreiro residente da Zambujeira do mar
 
 
Comerciante de bijutaria
 
Os comerciantes apesar de  verem o festival com bons olhos, pois traz um aumento no volume dos seus negócios, dizem que a confusão os impede de atender os clientes devidamente.
 
Alguns dos habitantes são mais positivos dizendo que são apenas quatro dias e que não há qualquer problema. Pois existem pessoas só interessadas em divertir-se e não em vir destruir a natureza da zona.
 
 
Recinto do Festival do Sudoeste
 
Mark Caballol um comerciante local afirma que, “as pessoas ficam concentradas e não causam muitos problemas”.
 
Contudo, quase todos concordaram num ponto: a melhoria das condições desde o início, em 1997, até aos dias de hoje.
 
Em suma, como todas as situações, existem prós e contras e este festival não foge à regra.
 
 
Recinto do Festival do Sudoeste antes do Verão
 
O campo onde se realiza o festival apresenta dois momentos distintos, um super lotado e cheio de movimento e outro completamente sossegado com campos verdejantes. 

Grupo  3 - Allef, Ana Neves, Ana Pereira e Sara Martins



Por jra | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 19:20

Tendo início com uma visita guiada por dois vigilantes do Parque Natural do Sudoeste Alentejano, o dia de hoje foi muito produtivo e enriquecedor. Ficámos a conhecer, no geral, a fauna e a flora característica; a diversidade de espécies, em vias de extinção ou não, que habitam a região; e aspectos importantes que dizem respeito à preservação e conservação das mesmas. Gostámos muito do que o vigilante Paulo Cabrita nos transmitiu sobre a área, da forma como falava e nos passava a informação. Gostámos também das paisagens que visitámos ao longo da manhã, começando pela praia.

De seguida, visitámos um porto de pesca, muito tradicional e rudimentar, e tivemos a oportunidade de falar com um pescador e ouvir o que ele tinha para dizer sobre a sua actividade, principalmente, como estava a ser afectada pelas medidas do governo, que atrapalhavam, cada vez mais, o seu trabalho.

Depois da visita ao porto, seguimos para o Cabo do Sardão, onde encontrámos um farol vermelho construído de uma forma particularmente curiosa. Ficámos deslumbrados e maravilhados com as paisagens, assim como com os ninhos de cegonhas que se encontravam nos picos das arribas.

Já na hora do almoço, demos um pulo até à Zambujeira onde pudemos mergulhar e passar um bom bocado na praia, num momento de divertimento e relaxamento. Após o almoço, procedemos às entrevistas e pudemos contactar directamente com as pessoas, perguntando-lhes a sua opinião sobre o impacto do Festival do Sudoeste. Encontrámos pessoas simpáticas, acessíveis, que inclusive nos fizeram um desconto em peças que comprámos, como o Mark e o seu quiosque de bijutaria. Depois de termos bebido muita água e das entrevistas estarem todas feitas, voltámos a carrinha em direcção ao Zmar.

No geral, gostámos muito de todas as paisagens maravilhosas, da imensidão azul do mar, do contacto com as pessoas e de todo o conhecimento adquirido.

Grupo 2 - Joana Cordeiro, Maria Alves, André Fonseca e André Félix



Por jra | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 19:14
Praia da Zambujeira do Mar
 
O Festival Sudoeste é um evento musical português que ocorre no mês de Agosto e que tem lugar na Herdade da Casa Branca, na Zambujeira do Mar. Teve a sua primeira edição em 1997, com a duração de três dias, porém, actualmente, o festival conta com 5 dias de actuações. Contém uma vasta gama de artistas e estilos musicais, desde o Reggae ao Rock, Electrónica ou mesmo Fado. Em 2005, este evento passou a chamar-se Festival Sudoeste Tmn, pois esta empresa, apesar de outros patrocínios, adquiriu o patrocínio principal.
 
O evento oferece variados serviços e condições para quem tem frequentado, ao longo das várias edições, este festival. Alguns dos exemplos são: parque de campismo com chuveiros e casas de banho; estacionamento gratuito durante os 5 dias de festival; caixas Multibanco, de modo a que seja fácil o acesso ao seu dinheiro, prevenindo situações de roubo; zona de alimentação. Disponibiliza ainda autocarros que realizam as travessias até à praia mais próxima (Zambujeira do Mar), oferecendo múltiplas opções.
 
Um aspecto muito importante de um evento como este é o impacto que pode trazer à região e a tudo o que a envolve, influenciando-a positiva e/ou negativamente. Localizando-se na Zambujeira do Mar, o Sudoeste é visto por muitos como uma fonte dinamizadora para as actividades comerciais, restauração, lojas artesanais, mercearias, minimercados, entre outros. Quando questionado sobre o assunto, Mark, dono de um quiosque de bijutaria perto da praia, oriundo de Barcelona, Espanha, diz: “ Há muito mais movimento, as pessoas enchem as ruas e isso só faz bem ao negócio.”.  
 
Tal como outros festivais, o Sudoeste, traz, em meados de Agosto, imensas pessoas de várias zonas do país, e até do estrangeiro, para esta pequena região. Toda esta movimentação, tal como Vera Silva, de 25 anos, que trabalha numa loja local de roupa, diz: “Traz muito dinamismo para a região e para todas as áreas à volta, principalmente a nível de restauração”. Pode provocar, por outro lado, danos a nível ambiental: “ O principal problema é na praia, os jovens pernoitam lá e deixam lixo por todo o lado, o que se agrava pelo facto de não haver pessoas suficientes para a sua limpeza pois a Câmara e a Junta centram-se na limpeza das ruas”, fazendo da poluição um aspecto negativo trazido pelo evento.
 
Outro aspecto referido por Armânio Nobre, proprietário da mercearia Fruta Nobre, é a saturação de infra-estruturas decorrente do afluxo de pessoas aos estabelecimentos comerciais de alimentação. Citando: “Na altura do festival, a minha mercearia enche completamente e forma filas que não se verificam noutras alturas do ano, por isso sim, é bom para o negócio, tenho apenas de ter cuidado com alguns produtos que acabam debaixo das camisolas deles”. Com isto, Armânio tocou noutro ponto fulcral, a ocorrência de roubos aumenta nesta altura do ano.
 
Para finalizar, o impacto sonoro e o acampamento fora do recinto do festival são assuntos abordados e importantes que despertam opiniões divergentes. Rosa Maria, de 82 anos, habitante da Zambujeira, remata: “ O barulho é muito, mas não me faz impressão, porque são apenas uns dias e os jovens que se divirtam (…) quanto ao acampamento é que eu não gosto, porque eles dormem em qualquer lado, deixam lixo e tudo sujo.”.
 

D. Rosa Maria não se incomoda com o barulho, porém não quer ninguém a dormir no jardim da vila
 
Com opiniões diferentes em alguns pontos, chega-se a um consenso; o lucro é mais do que o dano, e este Festival Sudoeste TMN traz mais benefícios do que desvantagens.  
 
Grupo 2 - Joana Cordeiro, Maria Alves, André Fonseca e André Félix





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