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Sábado, 16 Abril 2011 04:40   
A preservar a Natureza desde 1988

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) começou por ser uma área protegida em 1988 e dez anos depois foi elevado a Parque Natural.

Por jra | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 19:09

Falésias da praia do Almograve

O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina (PNSACV) começou por ser uma área protegida em 1988 e dez anos depois foi elevado a Parque Natural. Este Parque localiza-se no litoral sul do Alentejo e atravessa quatro concelhos, sendo a sua área superior a 74.000 hectares, e tendo uma grande importância a nível nacional, pois apresenta uma grande biodiversidade, como é o caso da espécie endémica Plantago almogravensis.

Plantago almogravensis


É também particularmente rico em aspectos geológicos, que têm sido ameaçados pela falta de civismo da população, mas também por mecanismos biológicos.  

Como este Parque possui na sua extensão cerca de 110 km de costa, existe um cordão dunar que assegura a estabilidade geológica de toda a região, combatendo a erosão, pelo que é necessária a sua preservação, o que é dificultado pelo cultivo perto destas zonas. As culturas que são feitas nesta região têm um impacto negativo nestas estruturas, levando á sua desconsolidação, o que tem vindo a ser agravado pela disseminação de espécies invasoras, como é o caso do chorão, que pelas suas características dificulta o crescimento das populações endémicas.

Citando o vigilante do Parque natural, Paulo Cabrita, “a actividade humana, principalmente o trabalho agrícola em monocultura (em grande escala), utiliza processos químicos como adubos para obter a melhor qualidade do produto; como os solos desta região são arenosos, ou seja, bastante permeáveis, os químicos infiltram-se no subsolo até atingirem lençóis freáticos que serão contaminados pelos químicos e contaminarão toda a rede aquífera e, por conseguinte, serão afectados todos os habitats marinhos envolventes”. Todos estes problemas são agravados devido à sobrevalorização económica, pondo assim de parte o ponto de vista ecológico.

Falésias do Cabo Sardão

Com vista à resolução deste problema e tendo em conta a perspectiva ambientalista, o Parque desenvolveu um conjunto de medidas legais e cívicas, como no caso dos três vigilantes da Natureza que têm o poder de aplicar contra-ordenações com o intuito de preservar um dos maiores parques naturais portugueses - o que não é impedimento para que a população com pouca preocupação ambiental continue a desrespeitar as regras deste parque, que existem para o bem de todos. Citando novamente Paulo Cabrita “nesta vila tão pequena aquando do festival Sudoeste, enche-se de gente passando de um número  normal de 600 pessoas, chegando quase a 50.000 pessoas que por necessidade de espaço acampam em área protegida, não se preocupando com o bem-estar ambiental”.

Grupo 2 - Joana Cordeiro, Maria Alves, André Fonseca e André Félix


Por jra | Sexta-feira, 15 Abril , 2011, 19:05

Almograve; Parque Natural da Costa Vicentina


O Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina é uma grande área de protecção com várias espécies de animais e plantas, algumas que não existem em outra parte do mundo, que sofre com algumas ameaças mas que com a ajuda dos vigilantes da natureza, continua a abrigar este património natural.

Na zona compreendida entre São Torpes (Sines) e o Burgau (Sagres) foi, em 1998, criado o Parque Natural da Costa Vicentina e Sudoeste Alentejano.
 
Esta área é importante, pois mantém a flora autóctone e abrange uma imensa biodiversidade, existindo dois tipos de habitats: um habitat marinho e um costeiro.
 
Quanto à Biodiversidade, pode-se dizer que este parque é detentor não só da maior população de lontras em toda a Europa, como é o único local no planeta onde as cegonhas fazem ninho nas falésias. Além de possuir várias espécies únicas, que não existem em outra parte do mundo.
 
Além das espécies animais, como lontras, tartarugas, texugos, lince-ibérico, águias (bonelli e falcão de rapina),  possui uma grande variedade de plantas que tem vindo a diminuir devido à acção das espécies invasoras, como o “chorão” que evolui mais rapidamente que as espécies autóctones e é extremamente resistente. Além da fauna e da flora, o parque possui a maior duna de Portugal e da Europa, assim como muita água doce, um bem essencial para a agricultura, que existe na superfície – o Rio Mira - e no subsolo – lençóis freáticos.
 
O papel do parque é manter o equilíbrio entre a população e as suas necessidades, protegendo os habitats e as espécies. A agricultura intensiva praticada pelas grandes empresas que, na maior parte, são estrangeiras, é uma das principais ameaças ao parque. Os guardas alertam para as irregularidades e multam. Porém, não conseguem controlar tudo. Os plásticos, os químicos e até a água que é utilizada, precisam de ser controlados para garantir a sua qualidade no futuro.
 
As pessoas, principalmente os turistas, desrespeitam as normas do parque. O campismo selvagem é proibido, pois causa vários danos na vegetação, já para não falar dos turistas que não recolhem o lixo. Nas praias vigiadas, a recolha é feita e o lixo é tratado; nas praias mais reconditas, sem vigilância, não ocorre a recolha do lixo. Os guardas do parque (que não são muitos, apenas sete) são muitas vezes vistos como vilões, pois são responsáveis pela implementação da lei.
 
 

Porto de pesca integrado no Parque Natural

  
Além da vigilância, os guardas tentam consciencializar as pessoas para a importância de proteger o ambiente. Apesar de este trabalho não valer de muito ao início, as pessoas acabam por ver as consequências dos seus actos, acabando, assim, por aceitar e respeitar a normas impostas pelos guardas. O trabalho dos guardas é importante para proteger o parque das ameaças e o seu dever é ajudar na mudança das mentalidades das pessoas.
 
Consciencializando as pessoas, o parque pode continuar a proteger este património incalculável, muito variado e de extrema importância para a nossa população e o mundo.

Grupo 1 - Ana Costa, Catarina Simão e Lucas Moreira






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