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Apoio sociocaritativo é «lufada de ar fresco» na resolução de problemas
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Desenvolvimento: Apoio sociocaritativo é «lufada de ar fresco» na resolução de problemas

Sucesso depende sobretudo de «gente comprometida em construir uma comunidade», dizem responsáveis locais

Lisboa, 20 set 2011 (Ecclesia) – De norte a sul do país, cada vez mais instituições apostam em projetos de desenvolvimento local para responderem a situações de carência social, económica e cultural, um esforço que aproxima comunidades e desperta as pessoas para o bem comum.

No concelho de Odemira, diocese de Beja, o Jardim-de-Infância Nossa Senhora da Piedade (JINSP) procura encorajar o “envolvimento social” de crianças e pais, funcionando como uma “lufada de ar fresco” para uma população demasiado “dispersa”, explica Vanda Francisco.

Em entrevista ao Programa da Igreja Católica deste domingo, na Antena 1, aquela responsável destaca a “abertura” e o “dinamismo” que tem caracterizado a relação entre a sua instituição e os habitantes e aborda alguns dos projetos que têm estado em curso.

Fundado em 1966, sob a orientação da congregação das irmãs Oblatas do Divino Coração, o JINSP acolhe atualmente 327 crianças e dá apoio às famílias carenciadas da região, mas a sua ação não se fica por aqui.

Entre espetáculos e animações de rua, concertos para bebés, eventos temáticos relacionados com o Natal e o Carnaval e atividades de angariação de fundos, já houve também tempo para lançar um livro, intitulado “Eis que tudo era bom”.

De acordo com Vanda Francisco, a obra relata a experiência das crianças que participaram na “criação de uma horta numa zona da instituição que estava mesmo ao abandono”.

Em Rio Maior, na diocese de Santarém, floresce há duas décadas um projeto que procura responder ao abandono a que foi votada a Aldeia de Chãos, uma pequena localidade serrana com cerca de 150 habitantes.

A cooperativa “Terra Chã”, com mais de 30 associados, assume-se atualmente como uma frente de combate ao desemprego e de preservação de tradições, “onde as várias gerações partilham as suas vidas”, adianta Júlio Ricardo.

“O confronto da nossa realidade com outras realidades permitiu-nos criar atividades económicas que possibilitassem a criação de riqueza local e também de empregos, porque a agricultura que tínhamos já não respondia a essa necessidade”, aponta o docente de 52 anos.


Até agora, entre outros planos, esta associação já conseguiu dinamizar “rotas temáticas” pela Serra dos Candeeiros, construir “um restaurante e alojamento na própria aldeia” e promover um “centro de artesanato” para não deixar morrer práticas de outros tempos.

Para Fernanda Cachada, da organização Trofa Comunidade de Aprendizagem (TCA), da diocese do Porto, o sucesso das iniciativas de desenvolvimento local depende sobretudo de “gente comprometida em construir uma comunidade”.

Desde 2004 que aquela instituição procura ser um “projeto educativo de referência” para a região do Vale do Ave, a partir de uma parceria entre a câmara municipal da Trofa e da Universidade do Porto.

“O projeto é marcado por elevado sucesso, estamos a falar de aprendizagem ao longo da vida, dos 27 aos 87 anos, balizado por dinâmicas de pedagogia social, criação de laços sociais e de solidariedade”, confidencia aquela responsável.

Sem sede nem instalações próprias, a TCA “aproveita os recursos que a própria comunidade lhe oferece” e já contribuiu até ao momento para mais de 11 mil certificações.

PRE/JCP

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