Sexta, 17 Fevereiro 2012 19:19    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
PROJECTO DE ARRANJO DA ORLA COSTEIRA DA PRAIA DO ALMOGRAVE -ANTEPROJECTO-
Avaliação: / 0
FracoBom 

REQUALIFICAÇÃO E VALORIZAÇÃO

DA

ORLA COSTEIRA 

PROJECTO DE ARRANJO DA ORLA COSTEIRA DA PRAIA DO ALMOGRAVE

-ANTEPROJECTO- 

INTRODUÇÃO: 

     A população da Freguesia de Longueira/Almograve pretende uma aproximação maior e devidamente regulamentada com a orla costeira e o mar, sem que seja posto em causa o cartaz turístico que todos os anos atrai largas centenas de visitantes, para desfrutar de uma beleza natural e real, potenciando a actividade económica local, regional e nacional.  

     Por esta forte razão a população da Freguesia Longueira/Almograve merece o respeito a que todos temos direito. 

     Neste tipo de intervenções, esquecer as pessoas será um procedimento para o qual temos dificuldade em encontrar adjectivos, bem como esquecer as infra-estruturas existentes, que podem e devem ser melhoradas e aproveitadas, num País que atravessa uma crise não se sabe por quantos mais anos, preocupa-nos. 

     O documento que se apresenta reflecte as nossas opiniões e também as dos eleitos locais e população residente, com quem tivemos oportunidade de discutir as soluções propostas para este anteprojecto. 

     Concluímos que é necessária e fundamental que esta intervenção avance com a maior brevidade possível, pois é necessária a requalificação e valorização desta área, que se encontra em estado avançado de degradação, que a continuar, não temos dúvidas, conduz a que fiquemos mais longe do longe a que temos sido votados pela Administração Central. 

Tendo em conta a decisão governamental contida no Despacho nº 7734/2011, de 27 de Maio, que determina a revisão do POOC em vigor, na qual se concluiu que existe um conjunto de questões que merecem na sua revisão ser equacionadas, nomeadamente:

  • Desactualização de algumas propostas;
  • Necessidade de reavaliação da distribuição das zonas balneares e das infra-estruturas de apoio à utilização das praias;
  • Rigidez dos Planos de praia;
  • Desadequação do dimensionamento dos estabelecimentos de apoio à actividade balnear, face à sua funcionalidade e aos condicionalismos específicos dos locais;
  • Não execução das unidades operativas de planeamento e gestão (UOPG);
  • Desadequação dos formatos das peças cartográficas existentes às tecnologias SIG actualmente utilizadas, bem como à sua disponibilização online;
  • Lapsos, incorrecções e deficiências cartográficas.

 

E também que este despacho, determina a constituição de uma comissão de acompanhamento, constituída por mais de duas dezenas de entidades, incluindo as Autarquias de Sesimbra, Setúbal, Grândola, Santiago do Cacém, Sines e Odemira, estabelecendo o prazo de 30 dias para apresentação de sugestões e informações sobre quaisquer questões, devendo a revisão estar concluída no prazo máximo de 18 meses, incluindo a correspondente avaliação ambiental. 

     Parece-nos que este anteprojecto apresentado em Agosto de 2011, não aproveitou os fundamentos e as razões que determinaram a revisão do POOC, momento este para o encontrar de outras soluções mais adequadas, e limitou-se a propor opções muito discutíveis quando existia uma oportunidade de alterar e propor outras soluções, a nosso ver mais consensuais e que melhor serviam quem se desloca e quem gosta da Praia do Almograve.

     Como curiosidade, enaltecemos a equipa projectista pela coragem em criar uma zona de estacionamento denominada Zona Intermédia, como refere à revelia do ultrapassado POOC Sines/Burgau, tão contestado na altura pelos autarcas que apresentaram propostas que nunca foram aceites, a quem foi imposto um POOC que não respeitou quem aqui vive e quer continuar a viver, defendendo como sempre os valores naturais em presença para “as gerações de hoje e as de amanhã”. 

     Assim, propomos para análise o seguinte: 

Rede Viária e áreas de estacionamento 

  • Na ligação entre a zona designada de Praia da Zona Norte e Praia da Zona Sul (caminho de acesso ao Porto de Pesca de Lapa de Pombas), para além das zonas de parqueamento propostas, deve ser encontrada uma solução que permita estacionar lateralmente numa faixa criada para o efeito, como sempre tem acontecido, dado o fluxo de visitantes na época balnear;
  • Não sejam afectados e lucrativos os estacionamentos para exploração aos concessionários dos apoios de praia, como proposto, e tão só lhes sejam destinados dois lugares privativos, que terão também o uso para cargas e descargas;
  • Na ligação Norte/Sul toda a via deve ser pavimentada por grelhas de enrelvamento e placas de betão assentes sobre camada de brita e solo estabilizado, devidamente limitada;

 

Electricidade e Telecomunicações: 

  • Em toda a zona de intervenção os cabos referentes à rede eléctrica e de telecomunicações devem a ser enterrados.

 
 

Abastecimento de Água, Drenagem de Águas Residuais e Drenagem de Águas Pluviais : 

  • Pela proximidade de redes públicas (em Almograve), quanto ao abastecimento de água e os esgotos, no que se refere aos equipamentos de Apoio de Praia, devem ser efectuadas as ligações às redes públicas;

 

  • Em toda a área de intervenção quanto à drenagem das águas pluviais estas devem ser devidamente tratadas e encaminhadas, evitando a destruição de dunas e falésias, como tem vindo a acontecer;

 

Apoios de Praia 

  • Apoio de Praia a Norte

 

A localização proposta não nos parece ser a melhor.

Existem locais mais apropriados, que não retiram a maravilhosa visibilidade do horizonte e de toda a praia.

A localização proposta contribuirá para acentuar a degradação da falésia, para além dos riscos inerentes.

Dado que a propriedade é privada e encontra-se demarcada (marcos) com reconhecimento efectuado pelo IGP e os seus limites foram considerados mesmo até ao final da falésia, em que o Estado aceitou e não se opôs, a escolha de outra localização incidirá sempre em propriedade privada.

Também não compreendemos que se pretenda destruir os balneários públicos existentes, quando pensamos que o apoio de praia a construir não responderá cabalmente às necessidades dos visitantes.

A existência dos balneários públicos evita que em qualquer momento o privado exija contrapartidas pela utilização do seu apoio de praia ou que, por qualquer motivo, o seu funcionamento não seja regular, tal como aconteceu recentemente na Praia do Carvalhal.

Pensamos que os balneários públicos estão devidamente enquadrados na paisagem, não ferindo a mesma e é possível e desejável que os mesmos, após a demolição do restaurante denominado “João César”, podem e devem ficar bem enquadrados e harmoniosos, tal como se encontram, devendo ser ligado o seu abastecimento de água e esgotos à rede pública de Almograve. 

  • Apoio de Praia a Sul

 

Pela área prevista de construção 52,00m2, a área de esplanada de 56,00m2 numa área a concessionar de 234,00m2, surge-nos a dúvida de como será ocupada a área restante de 126,00m2.

Para além das dúvidas que nos merecem as referências quanto às áreas, é dito que este apoio é composto por um núcleo básico de funções e serviços infraestruturados, que integram instalações sanitárias, com acesso independente e exterior, posto de socorros, comunicações de emergência, informação e assistência a banhistas, limpeza de praia e recolha de lixo, podendo assegurar outras funções e serviços, nomeadamente comércio de gelados, de refrigerantes e de alimentos pré-embalados, bóias, revistas, artigos de praia e tabacaria.

Para uma área de construção total de 56,00m2, perante as questões que referimos, temos dificuldade em perceber como será construído este equipamento com tantas funcionalidades em tão pouca área e que viabilidade económica terá quem nele se estabelecer.  

Materiais 

  • A escolha de materiais e métodos construtivos, segundo a equipa projectista, assenta por um lado, em manter a estreita ligação entre o meio natural envolvente e, por outro, em procurar soluções construtivas de baixo custo de manutenção, propondo a utilização de bancos e papeleiras em betão e ecopontos em chapa de ferro.

 

Será  que se considera que a razão invocada dos baixos custos de manutenção é razão forte e suficiente para considerar que existe uma estreita ligação ao meio natural envolvente e por isso propõe a utilização do betão? 
 
 
 
 
 

Odemira, 2012.02.16 
 

Os Vereadores da CDU,



Tags: que  praia  para  não  como  dos  uma  ser  por  área  apoio  das  almograve  mais  zona  quem  este  com  devem  orla  
 

Your are currently browsing this site with Internet Explorer 6 (IE6).

Your current web browser must be updated to version 7 of Internet Explorer (IE7) to take advantage of all of template's capabilities.

Why should I upgrade to Internet Explorer 7? Microsoft has redesigned Internet Explorer from the ground up, with better security, new capabilities, and a whole new interface. Many changes resulted from the feedback of millions of users who tested prerelease versions of the new browser. The most compelling reason to upgrade is the improved security. The Internet of today is not the Internet of five years ago. There are dangers that simply didn't exist back in 2001, when Internet Explorer 6 was released to the world. Internet Explorer 7 makes surfing the web fundamentally safer by offering greater protection against viruses, spyware, and other online risks.

Get free downloads for Internet Explorer 7, including recommended updates as they become available. To download Internet Explorer 7 in the language of your choice, please visit the Internet Explorer 7 worldwide page.