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Associação identifica os cinco concelhos onde é mais difícil exercer medicina
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Associação identifica os cinco concelhos onde é mais difícil exercer medicina

15.03.2012 - 16:39 Por Lusa

Mourão, Freixo de Espada à Cinta, Odemira, Resende e Torre de Moncorvo são os concelhos portugueses que trazem mais dificuldades aos médicos de família no exercício da actividade, segundo um estudo da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar.

No extremo oposto, estão o Porto, Lisboa e Oeiras, onde existem mais recursos a nível de saúde, adianta estudo, que será divulgado na sexta-feira no Encontro Nacional de Clínica Geral, no Algarve. 

“Num concelho do interior mais isolado, situado longe do hospital e sem outros recursos de saúde, com maior envelhecimento da população, o exercício da profissão é mais difícil, por isso lhe chamamos índice de penosidade”, disse à Agência Lusa o vice-presidente da associação. 

Para a maioria das pessoas, não é muito difícil de entender que exercer num destes concelhos com maior índice de penosidade não é o mesmo que trabalhar em Oeiras, Lisboa ou Porto, comentou Rui Nogueira. 

O médico defendeu que, quanto maior for este índice, maior tem de ser a ponderação na atribuição de carga de trabalho ao clínico. 

“Aquilo que queremos é que melhore a acessibilidade e haja uma melhor gestão dos recursos humanos”, frisou, adiantando que não é por se atribuir 1550 pessoas a um médico que se está a “fazer uma distribuição razoável”. 

Rui Nogueira exemplificou: assistir 1550 doentes em Coimbra pode ser muito mais fácil do que observar o mesmo número de doentes num concelho do interior como Penamacor, que tem uma população mais idosa e sem outros recursos de saúde. 

Para o médico, tem de haver uma mudança de paradigma: “Não é apenas contar cabeças, mas contar a carga de trabalho. As crianças e os idosos dão mais trabalho do que os adultos”. 

Assim, este índice deve representar “um factor de correcção em relação às unidades ponderadas de cada um dos médicos”. 

O estudo analisou o índice de penosidade ao nível do concelhos, mas Rui Nogueira adiantou que o passo seguinte é estudar o local onde a unidade de saúde de está instalada. 

“Não temos nenhuma dúvida que no Porto e em Lisboa há unidades de saúde que estão inseridas em bairros que são difíceis, não apenas devido a factores como a idade, mas a problemas sociais como o desemprego e a violência”, justificou. 

“É particularmente difícil” trabalhar nalguns destes locais, apesar de estarem inseridos em concelhos classificados com um índice de penosidade baixo. 

Se esta proposta avançar, Rui Nogueira está convicto que haverá “uma valorização do trabalho” nestas unidades de saúde mais difíceis, o que se traduziria em menos doentes por médico ou numa remuneração mais alta do profissional de saúde. 

“Se continuássemos com 1550 doentes por cada médico, o que aconteceria é que nalguns destes concelhos do interior dois médicos seriam suficientes, mas isso é impensável”, comentou. 

O estudo vai ser apresentado no encontro promovido pela Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar com o objectivo de colher contributos dos médicos e, posteriormente, ser apresentado ao Ministério da Saúde e às organizações médicas. 




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