Durante o encontro que promoveu no último domingo, 3, em Beja, junto à sede da FBA, o vice-presidente da Câmara de Odemira defendeu no seu discurso a criação de "planos de formação para militantes e autarcas" do PS, "definindo e aplicando um modelo de integração dos novos militantes".
Ao mesmo tempo, Helder Guerreiro garantiu querer uma Federação "de proximidade", onde as reuniões tenham "um modelo mais participativo" e "descentralizadas por todas as concelhias", assim como a promoção de "um conjunto de debates temáticos anuais em todas as concelhias para militantes e simpatizantes".
"Recuperar a confiança das pessoas no PS exige que nós sejamos capazes de ser um partido na sociedade civil" e "que sejamos capazes de discutir e construir, de forma regular, propostas de políticas com os outros actores do território", argumentou o autarca odemirense, que não escondeu que se for eleito presidente da FBA sentirá "uma dupla responsabilidade", na medida em que aquilo que propõe "é a expressão do que os militantes querem para o seu partido".
Helder Guerreiro vincou ainda ser uma "grande responsabilidade" poder substituir Luís Pita Ameixa e gerir um partido "cujos órgãos funcionam", "que é o mais votado no Baixo Alentejo" e "que tem o maior número de juntas de freguesia e de câmaras municipais". Daí prometer aos seus apoiantes e a todos os militantes "um PS afirmativo e combativo, que não tenha vergonha da rua e das pessoas".
Nobre militância<7b>
Dias antes da festa promovida por Helder Guerreiro, foi a vez de Pedro do Carmo assumir que a atenção para com as "pessoas" e a "nobreza da militância" no PS são as principais marcas da moção com que vai a votos na Federação do PS.
O autarca de Ourique realizou na última quinta-feira, 31 de Maio, a entrega formal do processo de candidatura à presidência da Federação, revelando que a moção "Força PS! Somos o Baixo Alentejo!" é o "guião" para uma FBA "de diálogo" e para a abertura "de um novo ciclo da liderança do PS", tendo como ideias-chave a participação dos militantes e a "nobreza da militância".
Avançar com a modernização da própria FBA, defender a criação da região administrativa do Baixo Alentejo e dinamizar um fórum para a região são outros dos objectivos de Pedro do Carmo, que quer igualmente promover uma agenda para o Baixo Alentejo, que tenha um "cariz supra-partidário" e seja capaz de se assumir como espaço de intervenção que mobilize cidadãos e organizações de várias áreas e sectores.
Pedro do Carmo aproveitou a ocasião para garantir que vai pugnar pela "unidade do PS", revelando total disponibilidade para trabalhar com todos os presidentes das concelhias socialistas que foram eleitos no fim-de-semana. "O partido é só um e tem de estar unido", vincou, não escondendo o objectivo de, caso seja eleito presidente da FBA, trabalhar para que o PS seja o vencedor das autárquicas de 2013 no distrito de Beja.
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POLÍTICA. Enquanto Helder Guerreiro quer "valorizar" os militantes, Pedro do Carmo defende a "nobreza da militância" no PS.










