Com sede em Odemira mas uma área de "influência" que vai desde a costa de Grândola até aos areais de Sagres, a associação nasceu há perto de uma década, no âmbito de uma iniciativa europeia que pretendia reunir os alojamentos rurais de qualidade num site na Internet ou num folheto turístico. Um trabalho que tinha como principal critério de selecção a qualidade de cada uma das unidades, que eram (e são) avaliadas à luz dos princípios de uma "Carta de Qualidade" pela Comissão de Controlo de Qualidade entretanto criada.
"O projecto era ambicioso e as ‘casas’ que então se envolveram acharam que havia condições para continuar e acabaram mesmo por fundar a associação. A partir daí houve uma série de oportunidades que foram aparecendo e oportunidade para consolidar a Associação Casas Brancas e fazê-la crescer", lembra a directora-executiva da Casas Brancas, Marta Cabral.
Desde então, foram algumas as mudanças no seio da associação, que conta actualmente com 62 associados – entre os quais 34 alojamentos rurais (num total de quase 600 camas turísticas, que nos últimos dois anos registaram uma taxa anual média de ocupação superior a 50%), 18 restaurantes e uma dezena de empresas ligadas ao turismo activo e de natureza –, todos a funcionar em rede.
"Desde 2007 que tem sido feito um esforço muito grande para que esta rede seja mais do que um somatório de várias partes", explica Marta Cabral, garantindo que não entra para a rede "quem quer". "É muito importante que entre quem faz falta à rede. E que quem entre seja uma mais-valia para a rede, não a mera reprodução de algo que já existe", justifica esta responsável, garantindo que só assim é possível oferecer ao mercado, sobretudo internacional, "algo que não encontra através de pesquisa no Google" e que facilita o trabalho dos operadores turísticos.
"Para eles é muito importante esta organização, já que conseguem com muita facilidade montar um programa, incluindo várias casas e vários alojamentos", acrescenta.
Caminhar no Litoral
Depois do surf, do BTT, da canoagem e do mergulho, dos passeios de burro, de cavalo ou de barco, das terapias de relaxamento ou das actividades de observação da natureza, a Rota Vicentina (projecto inaugurado no início do mês de Maio que disponibiliza uma série de trilhos e caminhos pela paisagem natural do Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina) é a última grande aposta da Casas Brancas. Um "investimento" que começa a ter um inesperado retorno!
"Agora temos noção de que era mesmo uma necessidade urgente, pois esta oferta de percursos pedestres traz um valor acrescentado ao destino que é ainda maior que aquele que perspectivávamos", admite Marta Cabral, sublinhando tratar-se de um produto que poderá "sustentabilizar uma série de serviços que estavam na corda-bamba", além de ser bastante apreciado pelos turistas estrangeiros.
Os visitantes provenientes de outros países são, aliás, a grande aposta da Casas Brancas, que para já regista "um equilíbrio grande" entre turistas portugueses e estrangeiros. "Mas estou convencida que em termos de futuro, serão muito mais os estrangeiros. Porque a nossa aposta também está a ser feita nesse sentido", afiança.
MARTA CABRAL
directora-executiva da Casas Brancas
"Temos feito um esforço muito grande para que esta rede seja mais do que um somatório de várias partes."
Seis centenas de camas turísticas
A rede montada pela Casas Brancas inclui 34 unidades de turismo rural, num total de quase 600 camas. Nos últimos dois anos a taxa anual média de ocupação era superior a 50% e a expectativa é de continuar a aumentar no futuro.




















PROJECTO. Alojamentos, restaurantes e empresas de actividades de natureza juntas numa rede cada vez mais procurada por portugueses e estrangeiros.















