Terça, 02 Abril 2013 09:57    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
O que faz falhar um aluno? Odemira vai ter as respostas que faltam ao MEC
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O que faz falhar um aluno? Odemira vai ter as respostas que faltam ao MEC

 

A promoção das ciências experimentais e das expressões artísticas é uma das apostas da Câmara de Odemira para combater insucesso NÉLSON GARRIDO

Câmara de Odemira receia que o abandono escolar se agrave com o alargamento da escolaridade obrigatória para o 12.º ano.

A partir do próximo ano lectivo, a Câmara Municipal de Odemira (CMO) vai fazer o que o Ministério da Educação e Ciência alega ainda não ter conseguido: seguir o trajecto individual de cada aluno, desde a sua entrada no sistema educativo. Estes dados têm sido considerados essenciais pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico para avaliar qual a real contribuição das escolas para o progresso dos alunos, independentemente da origem socioeconómica e da situação familiar destes.

Em parceria com a PT, a CMO está a construir uma "ferramenta electrónica" que permita trabalhar a informação que actualmente é enviada pelas escolas ao MEC, contou ao PÚBLICO o vereador da Educação, Hélder Guerreiro. "O que no nosso entendimento tem faltado é a ferramenta que permita uma integração desta informação, a sua actualização e, essencialmente, o tratamento e disponibilização de dados".

Apesar de as escolas enviarem para o ministério informação sobre cada um dos seus alunos, aquela continua a ser difícil de utilizar por existirem diferentes plataformas, variando em cada uma tanto o código individual do estudante como o da escola. O MEC já indicou que está a trabalhar para a sua integração, Odemira, pelos vistos, irá dar o exemplo.

Entre o pré-escolar e o ensino secundário, estão matriculados naquele concelho cerca de 3600 alunos, metade dos quais nos 2.º e 3.º ciclos. A monitorização do seu percurso será um dos objectivos centrais do recém-criado Observatório das Política Educativas do Concelho de Odemira (OPECO). Para a sua concretização, a câmara tem contado com a colaboração dos directores das escolas ali existentes (cinco agrupamentos, que abrangem cerca de 50 estabelecimentos de ensino, três secundárias e uma profissional).

Com a nova ferramenta electrónica será possível não só uma gestão deste sector "mais eficaz e transparente", afirma, como também a obtenção de respostas sobre as razões que levaram a que ainda não tenham atingido as metas definidas para a redução do insucesso e abandono escolar no concelho, um fenómeno que, alerta, "tenderá a agravar-se com o alargamento da escolaridade obrigatória até ao 12.º ano".

Segundo o INE, em Odemira a taxa de retenção e desistência no básico era, em 2010/2011, de 9,2% - superior em quase dois pontos percentuais à média nacional. Dois anos antes, estava nos 12,4%, mas a meta fixada era a de a reduzir em 50% até 2011.

Hélder Guerreiro aponta alguns exemplos de respostas que esperam vir a obter com a monitorização do percurso escolar dos estudantes. Perceber "se a variável distância/tempo casa-escola influencia e como o (in)sucesso dos alunos" - Odemira é o maior concelho do país, estendendo-se por 1719 km2 - ou se a frequência de Inglês nas Actividades Extracurriculares do 1.º ciclo tem ou não influência no desempenho nesta disciplina nos 2.º e 3.º ciclos, bem como detectar se serão necessários investimentos específicos para ultrapassar debilidades registadas no início do percurso escolar e que poderão ditar uma reprovação em ciclos seguintes.

A base de dados será alimentada por estes responsáveis, pela autarquia e pelos próprios alunos, uma vez que, acrescenta Guerreiro, o município pretende seguir também os estudantes de Odemira que frequentam o superior. Não só para permitir um olhar completo sobre o percurso escolar, mas também para incentivar o seu regresso ao concelho após o fim dos estudos, pela "manutenção de um vínculo" à sua terra de origem e pela prestação de apoios.

Para já, a câmara e a escola já definiram o perfil do aluno à saída do 12.º ano para o qual devem trabalhar. A fasquia é alta: querem "cidadãos informados, autónomos,responsáveis, empreendedores, com elevada consciência e participação cívica". Entre as apostas seleccionadas para o efeito figuram a promoção das ciências experimentais e da área de expressões artísticas em todos os níveis de ensino.

publico




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