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Investigadores vão conservar charcos no Alentejo com animais do tempo dos dinossauros
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Investigadores vão conservar charcos no Alentejo com animais do tempo dos dinossauros

Quando a chuva voltar a encher os charcos alentejanos, mais de 20 pessoas arrancam com um projeto pioneiro de conservação destes habitat, onde vivem animais que existem desde o tempo dos dinossauros, que mereceu dois milhões de euros de Bruxelas. 

O Projeto LIFE+ «Conservação de Charcos Temporários na Costa Sudoeste de Portugal» mereceu a atenção da Comissão Europeia, que o contemplou com dois milhões de euros. Apesar do arranque formal ter começado em julho, no entanto, o trabalho de campo mais intenso arrancará apenas com o início da época das chuvas, acompanhando o acordar destes habitat. 

“A maior parte das plantas e organismos [que vivem nos charcos] ficam no solo, dormentes, na época seca e a vida do charco desperta quando começa a chuva”, explicou à Lusa Carla Cruz, professora da Universidade de Évora e responsável pela coordenação científica deste projeto. 

Um dos objetivos deste projeto, que durará até dezembro de 2017, passa por restaurar e conservar 16 zonas de charcos que existem no Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, ameaçados pela agricultura moderna, pela pressão urbanística ou mesmo pelo abandono. 

Nestes charcos temporários, vivem organismos peculiares que se adaptam a condições extremas, ao sobreviverem quer a de seca quer a alagamento (três a quatro meses por ano). Entre estes, além de flora, estão animais anfíbios, como sapos, répteis, caso do cágado-de-carapaça-estriada, e micromamíferos como o rato de cabrera. Vivem ainda nos charcos vários crustáceos, com destaque para o triops vicentinus, conhecido como fóssil vivo por existir existe desde os tempos dos dinossauros e que só há na Costa Vicentina. 

Para restaurar e preservar estes habitats, uma parcela dos dois milhões de euros será usada a compensar monetariamente proprietários de terrenos onde existem charcos e que estejam disponíveis para os conservar. 

“Há muitas pessoas que até gostavam de preservar, mas os charcos não dão rendimento nenhum. Haverá verbas para compensar esse investimento”, afirmou Carla Cruz, sublinhando que conversar não significa apenas não intervir no ecossistema. 

A especialista, que defendeu em 2010 uma tese de doutoramento original em Portugal sobre charcos temporários mediterrânicos, explicou que estes “evoluíram precisamente com o uso do solo, do pastoreio, da lavoura leve”, que permite que plantas terrestres não invadam estes solos argilosos. 

“Nos charcos, vedar não funciona. A manutenção do pastoreio leve, como o de ovelhas, é fundamental para a conservação” , detalhou. 

Ao mesmo tempo que recupera e conserva, o Projeto LIFE Charcos também quer divulgar os charcos temporários, estando prevista uma cartografia. Será ainda reconstruido um charco na zona de Odemira para educação ambiental. 

“Dentro do contexto que vivemos de desinvestimento, é importante termos conseguido estes dois milhões de euros. Para a conservação charcos não há memória", disse à Lusa Carla Cruz. 

O que também nunca houve foram programas específicos de conservação de charcos, explicou a mesma especialista, que esteve na Califórnia (Estados Unidos) durante vários meses a “ver como se faz” no terreno a conservação de charcos para poder reproduzir em Portugal. 

O projeto LIFE Charcos é uma parceria entre a Universidade de Évora, Universidade do Algarve, o Centro de Ciências do Mar, a Câmara Municipal de Odemira e a Associação de Beneficiários do Mira.

.diariOnline RS com Lusa
19:17 sábado, 03 agosto 2013



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