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Bombeiros de Odemira: Dificuldades Não Põe Em Causa Operacionalidade
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Odemira: Dificuldades Não Põe Em Causa Operacionalidade

Marco Francisco Quinta-Feira, Maio 15, 2014 


Foto: Marques Valentim
A viver tempos difíceis, à semelhança de outros congéneres do País, os Bombeiros de Odemira, vão tentando com trabalho e entrega vencer as adversidades.
A redução drástica no número de serviços de transportes de doentes não urgentes, deixou a associação numa situação precária, mas direção comando e corpo ativo não desarmam, não baixam os braços.
Há algum tempo a comunicação social denunciava a situação difícil que enfrentam os Voluntários de Odemira, forçados a atrasar o pagamento aos funcionários, para fazer fase encargos com a Segurança Social e fornecedores. A escolha não terá sido fácil até porque direção e comando garante não querer avançar com despedimentos que poderiam por em causa a operacionalidade e a qualidade do socorro prestado à população
A associação terá neste momento que gerir um “buraco financeiro” na ordem dos 350 mil eruos, conforme adiantou o presidente da direção, Augusto Inácio.
Semanas antes de ser publicamente conhecida esta situação, uma equipa do jornal Bombeiros de Portugal (BP) esteve no quartel de Odemira, onde o comandante Nazário Viana dava conta de uma “realidade cinzenta” provocada pela redução em cerca de 40 por cento dos serviços de transporte não urgente de doentes, uma receita que durante anos garantiu a saúde financeira e alimentou o crescimento da instituição que atualmente emprega 43 pessoas.
A acumulação de dívidas de entidades como o Centro Hospitalar de Setúbal, Ministério Público de Odemira terá também contribuído para agravar o problema.
Muito embora os Voluntários de Odemira procurem o apoio da população para tentar ultrapassar esta embaraçosa situação, parece certo que solução passará por um reforço do subsídio mensal da Câmara Municipal de Odemira.
Em declarações ao BP o comandante reconheceu das dificuldades e dos encargos do socorro “num concelho enorme com cerca de 1710 metros quadrados, com mais 26 mil habitantes dispersos pelo território, número que dispara para os 100 mil no Verão, com 56 quilómetros de costa, 110 mil hectares de área florestal”. Sublinhou que as exigências são muitas, e obrigam à alocação de muitos meios, até porque as unidades hospitalares de referência – Beja, Santiago do Cacém e Portimão – estão a “distância significativa”, e nem sempre os acessos são os melhores.
No comando há 20 anos, Nazário Viana, fala com orgulho de uma carreira de 35 anos de bombeiro cumprida no quartel de Odemira, partilhando com mais de 90 operacionais, a satisfação de servir de forma exemplar o lema “Vida Por vida”.
comandante dá conta de um bem preparado corpo de bombeiros, porque a formação é uma aposta do comando e da direção. Por outro lado, mostra um bem equipado parque de viaturas que “permite dar resposta eficaz nos vários teatros de operações, num concelho onde as grandes preocupações são a floresta, mas também as praias ou vias rodoviárias e o festival Sudoeste que, no mês de agosto leva à Zambujeira do Mar mais de 150 mil pessoas”.
O responsável operacional não esconde a satisfação de dever cumprido, sobretudo em matéria de incêndios florestais, graças a uma parceria que envolve uma empresa florestal, as juntas de freguesia e o Parque Natural Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, em ações conjuntas de vigilância, que têm permitido a significativa redução de área ardida.
O grau de exigência é grande, mas à medida da experiência dos homens e também, e cada vez mais, das mulheres que guarnecem o quartel de Odemira, conforme faz questão de sublinhar o responsável operacional:
“O futuro são as mulheres, são mais organizadas, muito dedicadas e com grande capacidade de trabalho”, sustenta Nazário Viana, considerando que os Voluntários de Odemira “têm muita sorte em poder contar nas suas fileiras com cerca de 30 mulheres”. 
A entrega do corpo ativo à causa, mesmo em momentos mais gravosos, como os que por agora se vivem no quartel, é reconhecida quer pela Câmara Municipal de Odemira que muito tem investido na operacionalidade deste corpo de bombeiros com apoios vários, quer pelas juntas de freguesia que na medida das sua limitações também fazem questão de premiar tão abnegada missão com equipamentos para reforçar o socorro, mas também para a proteção e a segurança dos operacionais.
A população parece sempre disposta a colaborar com a associação que, certamente, também desta vez poderá contar com o apoio da comunidade para fechar, o mais rapidamente possível, este capítulo menos positivo de uma longa e profícua história que começou a ser escrita há quase 79 anos.
fonte: Sofia Ribeiro / Jornal BP


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