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Concelho de Odemira tem 48% dos imigrantes do distrito
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14h00 - quinta-feira, 28/05/2015

Concelho de Odemira tem 48% dos imigrantes do distrito

A realidade da imigração no concelho de Odemira vai ser debatida esta sexta-feira, 29, em São Teotónio, durante umas jornadas de reflexão organizadas pela Câmara Municipal. 
Um dia de discussão que a autarquia vai também aproveitar para apresentar o novo Plano Municipal para a Integração do Imigrante, documento que, segundo revela a vereadora Deolinda Seno Luís ao “SW”, visa o “o comprometimento de toda uma comunidade local para com uma sociedade mais justa, intercultural e condigna”.

Quais os objectivos das Jornadas de Reflexão “A realidade da imigração em Odemira”?
Num período fortemente marcado, a nível internacional, pelas questões das migrações, pretendemos proporcionar um espaço de encontro, de diálogo e de reflexão com a população local, encetando um debate entre todos os directamente envolvidos com o fenómeno imigratório neste território. As jornadas propõem-se fazer uma resenha do fenómeno migratório a nível nacional, mas também local e dos impactos destes movimentos migratórios em grande escala junto das comunidades autóctones, sendo este diagnóstico o pretexto para a recolha de contributos que permitam um caminho conjunto entre todos os envolvidos para minorar as questões adversas que uma inadequada integração tem causado no concelho. Este evento surge ainda como a discussão pública de um plano estratégico de acção, num projeto-piloto a que o Município de Odemira se associa com outros 20 municípios e o Alto Comissariado para as Migrações, e que levou à concepção de planos municipais de integração de imigrantes (PMII) um pouco por todo o país.

Qual é a realidade da imigração em Odemira?
Desde a década de 90 que o concelho de Odemira se apresenta como destino de um crescente fluxo imigratório, contrariando a actual tendência nacional de diminuição da afluência de estrangeiros ao país para fixação. A globalização dos mercados mundiais e a nova realidade agrícola do país, de forma intensiva no Sudoeste e especificamente no concelho de Odemira, preocupa a todos, sendo necessário discutir o problema da mão-de-obra que estas actividades exigem e do recurso a estrangeiros oriundos das mais diversas proveniências, nomeadamente dos países da Europa de Leste mas também de origem asiática. Os dados apontam para que 48% da população imigrante radicada no distrito de Beja resida no concelho de Odemira. Sendo um desígnio nacional “atrair” novos residentes, todos temos consciência que este objectivo, não pode nem deve ser conseguido a qualquer preço. Isto é, deve ser sustentável do ponto de vista territorial.

Quantos imigrantes há ao todo no concelho?
A grande maioria dos imigrantes está localizada na faixa litoral, predominantemente na freguesia de São Teotónio, mas com presenças também expressivas nas freguesias de Longueira/ Almograve, Vila Nova de Milfontes e Boavista dos Pinheiros. A presença de imigrantes está associada ao trabalho agrícola, nas áreas da horticultura e da pecuária. Segundo os Censos de 2011, são 3.189 os números oficiais de imigrantes radicados no concelho. Mas os valores reais serão actualmente superiores, sendo em certos casos recrutados em empresas de mão de-de-obra de trabalho sazonal, o que dificulta a percepção permanente desta realidade.

Quais as maiores preocupações da autarquia nesta matéria?
Esta nova realidade coloca grandes desafios, desde logo com limites na sustentabilidade local, a quem tem como missão encetar políticas públicas adequadas ao desenvolvimento e à promoção da qualidade de vida. Na verdade, o acolhimento indevido e a deficiente integração têm sido geradores de desequilíbrios ao nível social, urbanístico, cultural e ambiental que urge contrariar, em nome da coesão territorial e do normal convívio social e multicultural. A barreira da língua, as práticas culturais muito distintas, o não cumprimento dos usos e costumes locais, são geradores de receios e desconfianças por parte da população de acolhimento, não favorecendo a aproximação entre as partes. É necessário favorecer a devida participação cívica dos imigrantes, enquanto cidadãos com direitos mas também com deveres, nomeadamente no que concerne à sua regularização e consequente contributo para o sistema, mas também na assimilação das regras do normal e salutar convívio entre os povos. 

Em que ponto se encontra o futuro Plano Municipal de Integração do Imigrante?
O plano encontra-se em fase de conclusão, tendo sido já apresentada a versão draft elaborada por todos os parceiros da Comissão Municipal do Imigrante, junto do Alto Comissariado para as Migrações.

Quando poderá o plano entrar em vigor?
Antes de se passar à fase de execução, o Plano deverá continuar a acolher contributos e sugestões através do endereço eletrónico  Este endereço de e-mail está protegido de spam bots, pelo que necessita do Javascript activado para o visualizar  e da participação nestas jornadas. Finda esta fase, o Plano assumirá a sua versão final, que será proposta à aprovação na Comissão Municipal do Imigrante, Conselho Local de Acção Social, Câmara Municipal e Assembleia Municipal, assumindo-se como um documento estratégico, fundamentado num diagnóstico rigoroso e na definição de medidas em áreas de intervenção prioritárias, participadas e consensualizadas. Se aprovado, prevê-se que o Plano possa a ser executado a partir de Setembro próximo. A sua execução decorrerá até 2017. Fundamentado num consenso alargado de concepção e de implementação de uma estratégia, de acordo com pressupostos de uma governação integrada, o Plano é, na sua essência, o comprometimento de toda uma comunidade local para com uma sociedade mais justa, intercultural e condigna.

jornalsudoeste



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