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Dadores de Vale de Santiago apresentam balanço positivo
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00h00 - segunda-feira, 22/06/2015

Dadores de Vale de Santiago apresentam balanço positivo

Já lá vão quase nove anos desde que foi criada a Associação de Dadores de Sangue de Vale de Santiago, uma das três do género que existem em todo o distrito de Beja.
O percurso ainda é curto, mas feito de grandes conquistas e muitos obstáculos (alguns por superar), como admite ao “SW” o presidente da instituição.
“O balanço é positivo, uma vez que no distrito de Beja havia unicamente as associações de Beja e de Castro Verde. Nós criámos a Associação de Dadores de Sangue de Vale de Santiago (ADSVS) com muito amor e carinho e ao longo destes nove anos temos uns milhares de dádivas efectuadas. E não é por acaso que temos recebido alguns louvores e que no nosso concelho somos auto-suficientes”, sublinha com orgulho Arménio Costa, de 51 anos.
Sediada em Vale de Santiago, o trabalho da associação estende-se a todo o concelho de Odemira, contando com cerca de 400 dadores inscritos. São estes que depois participam nas diversas acções de recolha promovidas pela ADSVS ao longo do ano. 
“Vale de Santiago, São Luís, Boavista dos Pinheiros, Odemira ou São Teotónio são pontos onde todos os anos fazemos duas a três recolhas”, revela o presidente, explicando que nos últimos anos o sangue recolhido tem sido enviado para dois destinos: “Metade das dádivas vai para o Hospital do Litoral Alentejano e a outra metade para o hospital de Beja”.
Para realizar este trabalho, a associação necessita de verbas. E é aí que reside uma das grandes “dores de cabeça” da equipa liderada por Arménio Costa. 
“Temos o apoio do IPS – Instituto Português do Sangue, que cortou muito, muito… Por exemplo, há dois anos que não nos envia um panfleto informativo, é tudo feito com dinheiro nosso. E se trabalhássemos apenas com o dinheiro que nos dão, se calhar fazíamos apenas a recolha do aniversário e mais uma ou outra”, revela o presidente.
Por oposição, Arménio Costa elogia o apoio dado pelo Município de Odemira. “Nunca nos virou as costas e sempre nos ajudou”, garante.

Recolhas a cair
Olhando para trás, Arménio Costa reconhece que “já houve mais afluência às recolhas de sangue”. 
Uma realidade que o presidente da ADSVS justifica com a decisão do actual Governo PSD/ CDS-PP em cortar nas benesses concedidas aos dadores, nomeadamente a isenção do pagamento de taxas moderadores nos centros de saúde ou hospitais.
“A baixa de dádivas nas recolhas de sangue deve-se mesmo a isto! Recordo que há seis anos atrás, no nosso aniversário, tivemos 91 dadores em Vale de Santiago, que é uma aldeia pequenina. E neste momento só juntamos 48, 50, 52… E eu falo com os dadores e eles lamentam que a única coisa que recebiam – e muitas vezes não usufruíam – lhes tenha sido tirada. ‘Então quando for preciso sangue o Governo que o vá comprar, pois certamente ficará muito mais baratos que uma simples taxa moderadora’, é o que as pessoas me dizem”, conta com resignação Arménio Costa.
É este quadro que leva o presidente da ADSVS a traçar como grande desafio para o futuro a “recuperação” dos dadores que, entretanto, o deixaram de ser.
“Queremos que aqueles que deixaram de dar sangue o voltem a fazer, mas tem sido complicado. Temos conseguido alguns dadores novos, mas são menos os que começam a dar que aqueles que fizeram os 65 anos e deixaram de poder dar. Não é fácil neste momento chegarmos ao número de dádivas de outros anos, mas estamos a fazer um esforço enorme para o conseguir”, afiança Arménio Costa, dando o exemplo das lembranças que oferecem aos dadores em todas as acções de recolha que a associação promove. 
“São pequenas coisinhas que o Estado cortou e que nós, com esforço, estamos a tentar repor”, justifica.
Ao mesmo tempo, o presidente da ADSVS gostaria que fosse criado na região um centro para a triagem de dadores de medula óssea e para a doação de plaquetas. 
“Mas moramos no Alentejo e o Alentejo é esquecido em muitas coisas”, conclui resignado.

jornalsudoeste



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