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Bombeiros de Odemira preparados para o Verão
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07h00 - sexta-feira, 03/07/2015

Bombeiros de Odemira preparados para o Verão

Arrancou na passada quarta-feira, 1, a “Fase Charlie” e os Bombeiros Voluntários de Odemira estão preparados para semanas de muito trabalho e algumas dificuldades! 
Em entrevista ao “SW”, o comandante da corporação, Nazário Viana, revela que o alerta é constante e que a maior “dor de cabeça” está na dificuldade que por vezes os “soldados da paz” sentem na hora de chegar aos locais afectados pelas chamas. 

O incêndio registado no passado dia 28 de Junho na Malhada Formosa (Sabóia) serviu de aviso ao que pode estar para vir este Verão no concelho de Odemira?
Não, não serviu de aviso porque aquilo é algo que estamos sempre à espera! Se aparece um incêndio em zonas onde não temos acessos para chegar, é óbvio que ele vai crescer. E depois se temos a temperatura e o vento que estavam naquele dia, é óbvio que vamos ter de estar alerta. Como estamos sempre!

A Fase Charlie (a mais crítica) arrancou esta semana, no dia 1 de Julho. Qual a vossa maior preocupação?
A minha maior preocupação é as pessoas ainda não se terem mentalizado que os incêndios se apagam durante os meses de Inverno.

Como assim?
No Inverno temos de ver a floresta e os seus acessos, para que os bombeiros tenham facilidade em chegar aos locais. É que nós não conseguimos fazer milagres se não tivermos acessos para chegar ao pé do fogo. E depois o que acontece é que ele toma grandes proporções e é difícil segurá-lo.

E esse trabalho de prevenção tem sido feito no concelho de Odemira?
Apenas numa percentagem muito reduzida. Acho que os proprietários florestais deviam dar mais atenção aos acessos, para que a gente chegue o mais rapidamente possível. Porque quando nós levamos uma quantidade de tempo a chegar à floresta e se ela está completamente suja e sem acessos, é óbvio que não conseguimos apagar os fogos. Por isso digo que só conseguimos resolver o problema dos incêndios florestais no nosso país quando houver uma gestão da floresta e uma organização mais correcta da mesma. Outro problema que ainda se nota muito no concelho de Odemira é a existência de cabos de electricidade descascados, que por vezes também dão origem a incêndios.

Os proprietários florestais reconhecem a necessidade desse trabalho de prevenção ou não ligam ao assunto?
Há acções de sensibilização, mas as pessoas desculpam-se com o Parque Natural [do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina]. Não concordo muito com isso, pois também não podemos ir fazer uma limpeza numa floresta sem qualquer controlo. Mas outro problema que também sentimos aqui são as casas. A lei determina que em volta das casas tem de existir 50 metros de terreno limpo. Ora por vezes os fogos crescem – e isso ninguém vê – porque temos de pôr um carro ao pé de cada casa para a defender. Mas se a casa tivesse 50 metros de área limpa, não nos preocupávamos com ela e sim com a frente de fogo. Assim não, temos de defender as casas e os bens das pessoas enquanto o fogo continua a crescer, porque não está ninguém na cabeça do fogo. Isto tem de ser compreendido pelas pessoas de uma vez por toda. E quer queiram quer não, os agentes da autoridade têm de actuar nesta área!

Relativamente ao dispositivo montado para 2015 nesta fase, há novidades relativamente ao ano anterior?
Em Odemira temos um sistema que montámos que está mais ou menos organizado. O pior é que às vezes os meios aéreos não nos dão a cobertura que deviam dar. E depois os bombeiros vão-se cansando. Para o mês que vem já haverá bombeiros que não fazem parte da equipa de primeira intervenção, que vamos ter dificuldade em manter até ao fim do Verão. Porque é uma vergonha que um homem que ande combatendo incêndios ganhe 1,50 euros à hora, enquanto os presos ganham mais de dois euros. Isso é uma aberração! Além do mais, acho que devia ser permitido que no Verão houvesse sempre uma pessoa responsável pelo corpo de bombeiros que saísse directamente para o local do incêndio num carro pequeno. Há muito tempo que me bato por isto! Ou seja, estaria sempre alguém do comando de serviço e iria logo para o local descobrir caminhos e fazer um ponto de situação. Assim não, isso é feito pelo primeiro carro que lá chega, que por vezes demora 40 minutos até ao local. Já viu o que é um fogo a toque de vento ardendo à vontade durante 40 minutos? É muito…

Temos falado muito sobre incêndios florestais, mas Odemira também tem costa e muitos turistas no Verão. Esta área também o preocupa?
A preocupação é sempre muita, até pela dificuldade que existe em termos de quantidade de nadadores-salvadores. E nós estamos preocupados porque temos uma costa que mete mesmo muita gente e ainda há o Festival Sudoeste. Mas estamos cá para isso!

jornalsudoeste




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