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Concelho de Odemira com 36 casos de violência doméstica em 2015
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00h00 - sexta, 02/10/2015

Concelho de Odemira com 36 casos de violência doméstica em 2015

Nos primeiros nove meses de 2015 o Gabinete de Apoio à Vítima e ao Agressor (GAVA) de Odemira já abriu um total de 49 processos, sobretudo envolvendo mulheres agredidas.
Os casos de violência conjugal são os mais frequentes, mas as agressões a idosos estão a aumentar, alerta a coordenadora do serviço, Sónia Carvalho, em entrevista ao "SW".

O GAVA ? Gabinete de Apoio à Vítima e ao Agressor de Odemira surgiu em 2012. Quantos casos tratou desde então?
O GAVA inicia a sua intervenção em Janeiro de 2012, apesar de só inaugurar o espaço físico onde opera, cedido pelo Município de Odemira, em Abril do mesmo ano. De 2012 a 2014 abrimos 139 processos, com a seguinte distribuição em função do género: 101 vítimas mulheres, 10 vítimas homens, 27 agressores homens e uma agressora mulher. Neste ano civil o GAVA já abriu 49 processos: 35 vítimas mulheres, uma vítima homem, 12 agressores homens e uma agressora mulher.

Qual é o tipo de situação mais frequente?
Os dados falam por si... A violência conjugal é a mais frequente e logo a seguir a violência noutras formas de relação íntima, se quisermos chamar assim, que decorre das uniões de facto e das relações de namoro. Mas atenção: a violência sobre os idosos e, acima de tudo, sobre a mulher idosa é um problema crítico e muito presente no nosso território, até pelas características do concelho. Com a agravante da denúncia ser mais difícil, assim como a proximidade do serviço, apesar de nos deslocarmos sempre que necessário. É fácil perceber pelas nossas estatísticas que as mulheres continuam a ser as vítimas predominantes ou não fosse a violência doméstica um fenómeno que resulta das desigualdades de género.

Há dados que indicam que no país, entre os jovens, a violência no namoro tem aumentado. Em Odemira há dados que confirmem essa tendência?
É difícil dizer se a violência no namoro tem aumentado ou não em Odemira, até porque não temos dados comparativos. Sabemos sim que estamos mais atentos, que existe mais informação a circular, até porque trabalhamos muito com as escolas e com os jovens numa lógica da prevenção. E temos uma estrutura de apoio por perto. Talvez por isso o fenómeno esteja mais presente, porque é mais sinalizado pelos técnicos e pelas vítimas e isso é bom!

O concelho de Odemira tem o maior número de imigrantes no distrito de Beja. Entre estas comunidades, com muitos cidadãos provenientes de países onde as mulheres, por tradição, estão num plano de desigualdade com os homens, também há casos de violência registados?
Esta é uma questão muito pertinente, que nos dá a oportunidade de referir como é importante olharmos para estas comunidades como público-alvo fundamental na implementação de acções interventivas em igualdade de género. Por essa razão o nosso "projecto-mãe", o projecto que abriu caminho ao GAVA, o "Igualando", deu-nos a oportunidade de iniciar esse trabalho, ainda que de forma muito embrionária, em particular com a comunidade búlgara, trabalho que é actualmente continuado pelo Projecto ST-E5G, promovido pelo programa "Escolhas", um outro projecto desenvolvido pela TAIPA em São Teotónio, onde esta comunidade tem mais expressão. Com o mesmo olhar articulamos de perto com o Centro Local de Apoio à Integração do Imigrante (CLAI) de Odemira, que está em funcionamento desde Julho de 2014 e temos, de facto, algumas vítimas e agressores não-nacionais em acompanhamento.

Por norma, este tipo de gabinetes estão mais virados para as vítimas, mas no vosso caso também para o agressor. Porquê?
É necessário trabalhar mais directamente a questão da atribuição da responsabilidade do agressor, parecendo-nos evidente que a intervenção psicológica com agressores contribui fortemente, não só para a protecção da vítima mas também para a prevenção da revitimização.



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