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ADS abre as portas da sua sede
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PECUÁRIA

ADS abre as portas da sua sede

Mário Hilário mostra como funciona o Agrupamento de Defesa Sanitária

2015-10-09
associação de produtores de Bovinos, Ovinos e Caprinos que tem por objeto a salvaguarda da sanidade animal

Numa visita ao Agrupamento de Defesa Sanitária do Litoral Alentejano (ADS), no centro de Odemira, o mercúrio trocou algumas impressões com o seu presidente, Mário Hilário, num modesto gabinete, apesar do aparente luxo dos acabamentos das instalações de uma antiga sucursal do extinto BNU (Banco Nacional Ultramarino) – “antes de comprarmos esta sede (adquirida neste mandato com recursos próprios e sem qualquer fundo Comunitário), contactámos a câmara municipal de Odemira a saber se por acaso teriam algum edifício antigo (ou outro) disponível para nos albergar e foi-nos dito que não. Nem o estacionamento, que pedimos mais tarde, para nos facilitar o dia-a-dia da nossa atividade, nos foi cedido”, comenta.

O ADS do Litoral Alentejano é uma associação de produtores de Bovinos, Ovinos e Caprinos que tem por objeto a salvaguarda da sanidade animal nesta zona. Para garantir a atividade estão 14 pessoas ao serviço da associação.

A associação está protocolada com a Direção Geral de Alimentação e Veterinária (DGAV) com vista à profilaxia e tratamento dos efetivos pecuários dos seus 1601 associados, dos quais 635 são de Odemira. - “Hoje o controlo de sanidade animal é enorme. Desde que uma vaca nasce até que morre controla-se tudo: onde está e para onde se desloca, as intervenções sanitárias de que foi alvo, se teve ou não doente...” Mário Hilário admite que “o controle sobre a saúde animal é hoje muito mais efetivo do que o das pessoas” e acrescenta que “o estado não se deve dissociar da saúde animal enquanto vetor da saúde humana de um país”. Quando questionado sobre os custos elevados desse processo diz que “é preferível que haja investimento a nível da profilaxia e da investigação de doenças, antes que elas apareçam, do que estas caiam na cadeia alimentar”.

O território de intervenção do ADS abrange os concelhos de Odemira (onde tem sede), Sines, Santiago do Cacém e Grândola e um universo de 129.872 animais, divididos em 46.460 Grandes Ruminantes e 83.412 Pequenos Ruminantes.

Nas instalações em Odemira funciona, para além dos serviços de apoio aos associados, uma farmácia veterinária, “sendo a aquisição dos medicamentos feita por concurso anual, realizado na União dos ADS do Alentejo”, instituição onde Mário Hilário é presidente da Assembleia Geral – “Está na lei que a saúde animal é da responsabilidade exclusiva do agricultor”.

Para o Presidente do ADS não faria sentido esta atividade ser desenvolvida diretamente pelos serviços do Ministério da Agricultura uma vez que “os ADS nasceram de um ‘chutar da batata quente’ porque a administração não tinha capacidade para a sua gestão”. Ainda que esta seja uma atividade privada “o estado não pode excluir-se da responsabilidade da saúde animal enquanto uma vertente importante da saúde humana”, acrescenta.

Entre 2007 e 2011 “não havia dotação orçamental por parte do estado e os atrasos nos pagamentos eram perto de 2 anos”. Estes atrasos foram sendo encurtados “com a mudança de governo e com a criação de uma legislação que vai buscar dotação de verbas ás grandes superfícies” estando neste momento os pagamentos “quase em dia” com a previsão de que no próximo ano já esteja tudo regularizado.

Neste cenário de retração do setor pecuário os desafios que se colocam no futuro ao ADS são, como no passado e no presente, “a continuação da salvaguarda da saúde animal, dos seus efetivos, através de uma ação informativa junto de todos os associados, o bom desempenho das brigadas veterinárias na prevenção e no tratamento das doenças dos animais, bem como a sensibilização permanente junto das autoridades sanitárias oficiais, em defesa de uma política adequada de controlo e prevenção na saúde animal”.

O ADS propõe-se ainda apoiar todas as iniciativas dos agricultores “no sentido de uma oferta conjunta dos seus produtos pecuários com vista a uma mais-valia dos seus produtos”.

Mário Hilário, tem 66 anos e um ar tranquilo. É um homem determinado e com um curriculum vasto e a sua participação na área associativa passa por variadíssimas instituições como o Crédito Agrícola, a ADL a Agrifruta Miróbriga, a Associação de Agricultores do Litoral Alentejano, o Centro Equestre de Santo André, entre outros.

mercurioonline



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