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Presidente da Câmara de Odemira define novas prioridades de 2016
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00h00 - sexta-feira, 15/01/2016

Presidente da Câmara de Odemira define novas prioridades de 2016

No arranque de 2016, o presidente da Câmara Municipal de Odemira faz o balanço do último ano e anuncia os desafios a enfrentar pela autarquia nos próximos 12 meses. 
Em entrevista ao “SW”, José Alberto Guerreiro assume que a área económica continuará a ser prioritária, defendendo que o concelho deve continuar a apostar na “diversidade de actividades”.
“Na nossa estratégia nunca considerámos que a agricultura intensiva – ou o turismo intensivo – pudesse ser a solução para todos os males. Não! A nossa riqueza é a diversidade de actividades que podemos ter no nosso território”, argumenta.

Qual a maior prioridade do Município de Odemira para 2016?
Para 2016 há um conjunto de prioridades que continuamos a apontar e que vêm na sequência daquilo que são os objectivos para o mandato 2013-2017. Em 2015 vimos concretizadas algumas acções que vão permitir em 2016 colocar no terreno um conjunto de iniciativas de empresários, de associações e de outras entidades com quem estabelecemos já princípios de parceria. Mas a nossa primeira prioridade – não o escondemos – será a área económica! 2015 foi um ano em que fizemos alguma avaliação daquilo que era a evolução do concelho nos últimos anos e daquilo que foi conseguido pelo conjunto de acções, quer de índole institucional quer de índole privada.

A que conclusões chegaram?
Há duas circunstâncias que destaco: o programa “Odemira Empreende”, uma iniciativa de empreendedorismo que tem várias orientações que servem de estímulo à criação de novas iniciativas empresariais. Esse programa só a partir de meados de 2015 passou a estar disponível e só vai ter o seu maior desenvolvimento em 2016, onde contamos atingir o conjunto inicial de cerca de meia centena de candidaturas aprovadas. E depois houve a área social, com o apoio que temos vindo a dar à criação de equipamentos e à melhoria dos mesmos. Recordo-me dos protocolos que se fizeram com instituições sociais que deram bons frutos, através da criação de cinco novos equipamentos sociais no concelho de Odemira, sendo que no conjunto destes cinco equipamentos o Município de Odemira deu um apoio total de mais de um milhão de euros, além de outros apoios complementares em arruamentos ou melhorias de envolventes. E nesta matéria iremos continuar a trabalhar em 2016, até porque assinámos na última edição da Faceco uma carta de princípios [com as IPSS]. E em breve iremos sentar-nos à mesa com essas entidades, para estabelecermos um conjunto de regras com vista à assinatura de protocolos, tendo por base o investimento que cada um escolha como sendo o mais estruturante para si. Esses apoios podem ser para novas instalações, ampliação ou beneficiação de instalações – e isto é uma novidade, pois até aqui toda a gente pensava fazer novo. Em suma, em 2016 vamos continuar a trabalhar do lado das pessoas e do lado das empresas.

No caso da dinamização do empreendedorismo, 2016 será um ano de consolidação dessa aposta, depois desses primeiros indícios animadores no ano passado?
Sem dúvida nenhuma! Mas já agora deixe-me dizer que 2015 nos deixou alguns dados importantes. Por exemplo, um estudo do INE, publicado em Novembro, sobre a capacidade de consumo per capita a nível nacional, em que Odemira aparece com o menor valor do Litoral Alentejano, com 76,1% [da média nacional]. Estamos em último lugar, mas a questão não se deve colocar assim. O mais importante é que há 20 anos atrás Odemira tinha um índice per capita de 41,8%. Ou seja, aumentámos 82%. E isto é que é importante!

O concelho de Odemira é, por excelência, um território de grande produção agrícola. Em que medida vai a Câmara dar atenção a este sector ao longo de 2016?
Sabe que a nível da agricultura os municípios têm poucas competências directas. Mas da forma como o Perímetro de Rega do Mira está a ser procurado, devido às condições edafo-climáticas desta região e até às condições de disponibilidade de água, estamos em crer que o crescimento não vai abrandar, antes pelo contrário. A procura tem sido crescente, mas o que está a acontecer é que a agricultura extensiva parece estar a ‘marinar’ e com perspectivas de definhar dentro de algum tempo, em detrimento da agricultura intensiva.

Isso preocupa-vos?
Obviamente que sim, pois consideramos que nos devemos nortear pelo equilíbrio. E nunca meter os ovos todos no mesmo cesto! Na nossa estratégia nunca considerámos que a agricultura intensiva – ou o turismo intensivo – pudesse ser a solução para todos os males. Não! A nossa riqueza é a diversidade de actividades que podemos ter no nosso território.

Mas dentro dos seus poderes limitados, vai a Câmara tentar que haja esse equilíbrio?
Estamos a trabalhar com todas as entidades – e vamos ter reuniões brevemente – para tentar articular um modelo de actuação entre todos os agentes, para que seja mais fácil a informação, que seja mais fácil a monitorização e que seja mais fácil percebermos se o caminho que estamos a trabalhão não é, a determinada altura, excessivo. Mas o que está a acontecer vai além do impacto nos solos, tendo também impacto social. Porque atrás dessa instalação vem mão-de-obra que não tem onde se alojar e que vive em condições por vezes muito periclitantes. E depois há questão de saber quais os impactos que toda esta actividade tem directamente na nossa economia local. Sabemos que tem impactos positivos directos, mas também temos de fazer uma avaliação dos impactos indirectos, que podem ser positivos ou negativos. E não esquecemos que alguns impactos negativos do ponto de vista paisagístico podem vir a atrapalhar outros ‘futuros’ que se instalaram por cá…

Está a falar do plano turístico?
Sobretudo aí! Daí termos de fazer esta conciliação.

Tem ideia de quanto foi investido na agricultura de Odemira durante o último ano e quais são as perspectivas para 2016 relativamente a novos investimentos?
Não consigo traduzir isso em números… Mas posso dizer que nos últimos quatro anos mais de uma centena de milhões de euros foram certamente aqui investidos. Alguns deles investimentos com alta tecnologia!

jornalsudoeste



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