Quarta, 08 Julho 2009 09:48    PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
intensidade das secas em Odemira aumentou desde 1940
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A equipa de investigadores do Instituto Superior Técnico (IST), liderada por Amílcar Soares, verificou que a partir dos anos 70, em Portugal, os fenómenos meteorológicos extremos como as cheias e as secas afectam uma extensão espacial cada vez maior.

O estudo, que começou há três anos e foi concluído recentemente, «é preocupante», admite o especialista, lembrando que «antes, quando havia seca num lado, não havia no outro», o que significa que «se conseguia gerir melhor os recursos hídricos».

Os resultados obtidos demonstram também que a intensidade das secas aumentou significativamente desde 1940, sobretudo nas zonas costeiras do Algarve e nos concelhos alentejanos de Castro Verde, Aljustrel, Mértola, Beja e Odemira.

«Temos de ter consciência do que está a acontecer e planear a gestão dos recursos», assinala o mesmo responsável.

Para Amílcar Soares, a gestão da água «implica quantidade e qualidade» e deve ser feita de forma partilhada entre os dois países ibéricos.

A gestão partilhada das bacias hidrográficas comuns «é uma medida prioritária», mas apesar da aproximação entre os dois países ter sido muito publicitada nos últimos anos, «só existe na teoria», realça.

Além de os acordos actualmente existentes não obrigarem Espanha a manter os caudais ecológicos em períodos críticos de seca, o investigador refere ainda o caso da refinaria Balboa, um projecto espanhol que pode ter impactos muito negativos no lado português devido às descargas nos afluentes do Guadiana.

«Gastamos rios de dinheiro para manter o Alqueva limpo e os espanhóis estão a avaliar a possibilidade de construir essa refinaria. Fala-se em gestão partilhada e depois acontecem coisas dessas», comenta o coordenador do estudo.

O investigador frisa igualmente que a falta de água pode obrigar a reequacionar alguns empreendimentos turísticos, nomeadamente os que estão associados a campos de golfe, que consomem «uma brutalidade» de água.

O estudo faz parte do projecto europeu SADMO (Sistema para Avaliação de Desertificação no Mediterrâneo Ocidental) e foi desenvolvido pelos investigadores do CERENA (Centro de Recursos Naturais e Ambiente do IST) e do ICAAM (Instituto Ciências Agrárias e Ambientais Mediterrânicas) da Universidade de Évora.

Os especialistas estudaram a variabilidade espacial de indicadores de secas, moderadas e extremas, ao longo de três décadas, e concluíram que estas são cada vez mais extensas geograficamente.

As conclusões estão na mesma linha de um relatório norte-americano, divulgado no mês passado, que faz uma avaliação local dos impactos das alterações climáticas e salienta que as secas são um dos efeitos com mais consequências no curto prazo.

Lusa / SOL

 

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