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Estudante de guitarra portuguesa
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Estudante de guitarra portuguesa

Fora das Bolsas atribuídas pelo Município

2016-02-12
Em área do Ensino Secundário cuja oferta não existe no concelho de Odemira

Mariana Martins, estudante de guitarra portuguesa na Academia de Música de Lagos, também ficou fora das Bolsas atribuídas pelo Município.

“No dia seguinte à publicação da lista provisória (edital nº123/2015) escrevi uma carta ao presidente da Câmara. Mas até agora não obtive resposta”, declarou ao MERCÚRIO Elsa Martins, mãe da aluna.

Conforme o MERCÚRIO pôde apurar, a lista definitiva da atribuição das bolsas (Edital nº16/2016) foi publicada, no passado dia 22 de janeiro, sem qualquer alteração relativamente à lista provisória. Elsa acrescenta que, no início do processo, “quando falei com o Presidente da Câmara e o Vereador da Educação, ambos garantiram que os três casos dos alunos do secundário, no ensino da música, seriam vistos com critérios diferentes. E não foi isso que aconteceu. Estou bastante indignada!”.

Tendo frequentado o Ensino Integrado de Música, na EB 2/3 Damião de Odemira, até ao 9º ano, Mariana, e as suas duas colegas, viram-se obrigadas a estudar fora do concelho por falta de oferta no secundário deste tipo de ensino. “Caso tivesse optado por outra área a minha filha estaria a dar despesa à Câmara Municipal, como todos os outros alunos”, explica Elsa, “por isso acho que é obrigação da câmara ajudar todos os alunos do secundário que partam por falta de oferta na sua área de ensino, independentemente do rendimento familiar”, conclui.

Quando foi implementada a oferta do Ensino Integrado de Música “a própria Escola das Artes do Alentejo Litoral (EAAL), com o aval da Câmara Municipal de Odemira, prometeu a sua oferta até ao 12º ano e tal não veio a acontecer”, acrescenta Elsa.

Contactada pelo MERCÚRIO a EAAL informou que a oferta do Curso Secundário de Música em Regime Articulado não foi realizada, pela falta de financiamento por parte do Estado. Um aluno deste curso custa 5.440 euros/ano, segundo a Portaria nº 224-A/2015 de 29 de julho dos Ministérios das Finanças e da Educação e Ciência e, sem financiamento, a única forma de se ter dado continuidade ao curso teria sido a de que “este valor fosse suportado pelos pais o que seria completamente impensável”, diz a mesma fonte.

Mariana integra várias formações musicais do concelho (Banda Filarmónica de Odemira, Trio de Guitarra – Odemira e Sons do 7) e tem participado em muitas atividades do concelho relacionadas com a música, segundo Elsa, “algumas solicitadas pelo próprio município”.

O MERCÚRIO também não obteve qualquer resposta acerca deste assunto, por parte do executivo camarário.

CAIXA EXPLICATIVA:

A EAAL tem como principais objetivos fazer a sensibilização da população para a música e preparar os alunos com vista ao prosseguimento dos estudos ao nível do ensino superior artístico. Neste momento tem contrato-patrocínio com o Ministério da Educação e Ciência e tem o apoio da CM de Sines. Tem tutela pedagógica do MEC e paralelismo pedagógico ao Conservatório Nacional, estando o seu território educativo distribuído pelo litoral alentejano nos agrupamentos de Colos, Odemira, Sines, Santiago do Cacém e Grândola.

Os Cursos Artísticos Especializados no domínio da Música são cursos básicos e complementares/secundários e visam proporcionar o aprofundamento da educação musical e dos conhecimentos em ciências musicais, propiciando o domínio avançado da execução dos instrumentos bem como das técnicas vocais.

Em Odemira estes cursos podem ser frequentados no ensino básico na modalidade de regime integrado, isto é, os alunos frequentam todas as componentes do currículo no mesmo estabelecimento de ensino.

No caso do secundário o ensino da música seria em regime articulado que é a forma em que o conservatório e a escola regular se articulam entre si, de forma a aliviar a carga horária do aluno e não duplicar disciplinas.

Por Pedro Pinto Leite



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