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Os erros de Crassopolis Obras em terra tempestade no mar
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Os erros de Crassopolis

Obras em terra tempestade no mar

2016-03-11
O MERCÚRIO esteve a observar a faixa costeira do concelho de Odemira para ver como estão a decorrer as obras do Polis Litoral Sudoeste

O MERCÚRIO esteve a observar a faixa costeira do concelho de Odemira para ver como estão a decorrer as obras do Polis Litoral Sudoeste. Encontrou críticas e elogios às intervenções. Nos centros urbanos há atrasos nas obras, nas praias dúvidas e buracos nos estacionamentos. Nalguns locais a intervenção limpou a vista de objectos humanos, noutros encheu a paisagem de madeira. Nos portos de pesca há obras que nem à terceira foram feitas de vez e pescadores muito insatisfeitos com as intervenções e que se queixam de não terem sido ouvidos. Ficou por apurar quem recebe a obra, quem paga a manutenção e se alguém vai ser responsabilizado pelos erros.

NA PRAIA DE ODECEIXE HÁ POUCO PARA VER

Na margem direita da ribeira de Seixe há um estacionamento para carros. A obra feita é discreta, tão discreta que nem se chega a perceber se existiu. A ideia original era a do estacionamento ficar escondido de modo a que a presença de automóveis passasse mais despercebida para quem observa esta margem da ribeira a partir da praia de Odeceixe. O objectivo é libertar a vista da presença humana e dar continuidade ao campo visual que se oferece a quem estiver na margem esquerda.

Mas, sem regulação do trânsito, é a ribeira que fica escondida. Tudo porque, como o MERCÚRIO observou neste Inverno, as caravanas estacionam em cima da banqueta da ribeira, ignorando o estacionamento e tapando a vista.

Na praia há um objecto estranho: um antigo (resto de) poste de electricidade está na vertical sustentado por pedras, sem que se perceba para que serve uma estrutura tão bizarra.

AZENHA DO MAR: UM MOINHO QUE DESFEZ UMA RAMPA EM CACOS

 Para os pescadores de Azenha do Mar, há muitos dias em que o seu porto é o sítio onde a terra se acaba e o mar começa. Aqui a obra da Polis, ansiada para aumentar a qualidade da actividade da pesca, parecia tão simples e rápida de executar que a sua descrição ocupa poucas linhas: alargamento da rampa varadouro norte (rampa principal) em 15 metros e prolongamento da rampa sul até ao plano de água, na baixa-mar. A primeira para os pescadores e a segunda para servir a pesca desportiva.

Quem vai para o mar, já se sabe, aparelha-se em terra. José António, presidente da Associação dos Pescadores da Azenha do Mar, relata os preliminares da obra: “Vieram dois semi-reboques, um camião com grua, uma grua de 50 toneladas e foi gasto muito dinheiro na contratação de mergulhadores especializados, que andaram por aí mês e meio”. Tudo em vão. “As lajetas são pequenas e desadequadas e apesar dos avisos dos pescadores foram colocadas, depois selaram tudo de um lado ao outro, mas, como temíamos, cederam à força do mar e toda a plataforma do alargamento da rampa cedeu”, lamenta. A mesma fonte queixa-se ainda das pedras que serviam de fundação à rampa e que “o mar levou para o canal de acesso”, dificultando as manobras das 10 embarcações ancoravas neste portinho.

Ao todo foram três tentativas falhadas até a empreitada ter naufragado. A sociedade Polis acabou por ceder aos conselhos dos marítimos e adiou os trabalhos para Maio, altura em que se espera que a ira do mar seja mais branda. Trabalhos que deviam ter terminado em Dezembro, mas começaram com atraso e devido a estes imprevistos ainda estão por concluir. Em projecto estará agora um novo método de colocação dos materiais que oferece mais condições de sucesso da empreitada.

José António lembra que a rampa existente foi feita à primeira tentativa há mais de uma década “com betão injectado” e “com mar manso”.

O representante dos pescadores lembra que a associação é “a favor da obra”. Os pescadores esperam que à quarta tentativa seja de vez. “Damos o benefício da dúvida acerca do vier a ser feito, mas gostaríamos de alertar que, a longo prazo, é preciso fazer a manutenção dos taludes, porque se os taludes cederem o mar não vai perdoar”, avisa.

ALTEIRINHOS CHEIO DE BURAQUINHOS

 A praia dos Alteirinhos é uma das oito legalmente reconhecidas a nível nacional para a prática de nudismo. Seguindo o mesmo princípio, as estradas e o estacionamento estão despidas de alcatrão e as últimas chuvas puseram a nu vários buracos na terra batida do novo estacionamento automóvel no antigo campo de futebol. De acordo com a câmara “no pavimento do parque de estacionamento junto à praia dos Alteirinhos tinha de ser implementada uma solução de drenagem de água”.

Neste local, que o MERCÚRIO visitou recentemente, já não há estaleiro de obras nem trabalhadores à vista: a empreitada é dada como concluída. A sinalização, exposta ao vento, apresenta sinais de ferrugem e desgaste.

De acordo com a informação disponibilizada, foi reabilitado o trilho pedestre de acesso à Praia dos Alteirinhos, incluindo a criação de um miradouro sobre a falésia, foram removidas espécies vegetais invasoras e aplicadas espécies autóctones no topo da arriba.

ZAMBUJEIRA DO MAR: MENOS ALCATRÃO, MENOS CARROS, ESPLANADAS VÃO VOLTAR 

Pacata no Inverno, mediática no Verão. Assim é a Zambujeira do Mar. Tem pouco mais de oito centenas de residentes, mas enche-se com milhares de visitantes na época alta, particularmente em Agosto, no pico da ocupação das praias e com a ajuda do festival de música Sudoeste, das festas religiosas e da feira anual.

Para meter a aldeia bonita para os habitantes e turistas a Polis pensou numa intervenção de fundo com melhorias nas redes de abastecimento de água, esgotos, drenagem de águas pluviais e residuais, novos pavimentos para dar prioridade à circulação a pé, menos estacionamentos no centro, mais bancos e jardins.

No Verão passado, as obras tornaram a circulação caótica. A Avenida do Mar, perto da descida para a praia, esteve interdita ao trânsito automóvel e o passeio para os peões ficou muito reduzido. O barulho das obras afastou muitos clientes das esplanadas. O fim das obras estava previsto para o final do ano passado. Ao que o MERCÚRIO apurou, o prazo foi estendido até Abril.

A qualidade da intervenção divide os comerciantes do centro da aldeia. Leonel Rodrigues Nobre, proprietário de um café-restaurante, é da opinião que “a fiscalização é insuficiente” e que “há milhões de euros mal gastos em obras mal feitas por cima e por baixo do piso”. “O chão está mal feito, as pedras de calçada correm o risco de ficar soltas com a chuva e quando chover muito duvido que a conduta dos pluviais suporte a água, pois tem um diâmetro insuficiente, vai causar cheias”, exemplifica. O dono deste estabelecimento está contra os três jacarandás, projectados e plantados na praça : “As árvores devem ter ficado bonitas no projecto, mas na prática, com este enfiamento quando crescerem vão tirar a vista do mar ao meu restaurante”.

No lado dos prós, António Rita Viana, dono de um restaurante e residencial elogia a intervenção: “os estrangeiros gostam de andar a pé, as obras vão deixar a Zambujeira do Mar mais aberta, mais encantadora, muito melhor”. Acredita que a rua, que no Inverno era “uma ribeira”, ficará regularizada pois “agora há escoamento que o alcatrão não permitia”. “Falei com vários engenheiros que garantiram uma intervenção de qualidade, com tecnologia avançada”, conta.

A intervenção conservou poucos lugares de estacionamento no centro. Nobre tem reservas sobe o assunto: “ainda não explicaram onde vão colocar os parques de estacionamento para recuperar os lugares perdidos”. Rita Viana tem uma visão diferente: “menos lugares é a filosofia actual de intervenção nos centros urbanos, para manter o ar menos poluído e combater a tendência portuguesa de deixar o carro mesmo à porta”.

As esplanadas tiveram de fechar e ser retiradas por causa das obras. Agora vão ser repostas. Leonel Nobre está preocupado com a chegada do Verão. “Vou fazer em alumínio, mas fazê-las a tempo depende do volume de trabalho das oficinas”, alerta lembrando que está previsto um apoio de cinco mil euros a cada comerciante. “O problema é que ainda não nos disseram quais as normas e medidas a respeitar para podermos fazer a encomenda”, explica.

Um pouco mais a Norte já há mudanças visíveis: um passadiço elevado em plástico reciclado, que termina num miradouro num local tradicionalmente denominado por “varandas”. A meio caminho há um acesso à Fonte dos Amores, que apesar de referenciada como atracção turística ficou de fora da intervenção.

ENTRADA DAS BARCAS: "À BARCA, À BARCA, HOULÁ! QUE TEMOS GENTIL MARÉ!"

 A maré de obras na Entrada da Barca foi favorável à sociedade Polis. De tal modo que este portinho da freguesia de Zambujeira do Mar podia muito bem ser cenário para um teatro ao vivo com os arrais divino e infernal do Auto da Barca do Inferno que citámos no subtítulo. Os empreiteiros executaram a rede de abastecimento de água e pavimentaram com alcatrão o caminho de acesso ao portinho.

O experiente José Maria, mais conhecido por Zé Corvo, já conta 67 primaveras. Diz ao MERCÚRIO que “gostava de ter ficado com mais espaço para arrumar as artes da pesca”. Sugere aumentar a plataforma até às escarpas inclinadas por onde descem turistas incautos que ignoram os avisos de dificuldade do caminho pedestre da Rota Vicentina (“já tivemos de ir salvar muita gente ali”).

De resto, a obra é do agrado dos pescadores. Ou, como diria o companheiro do Diabo, na mesma obra de Gil Vicente: “Em boa hora! Feito, feito”.

EXCESSO DE "MADEIRA" NO CABO SARDÃO

Depois do farol, o caminho esburacado pela chuva dá acesso às novas “zonas de estadia e contemplação da paisagem” que o projecto do Polis explica serem “plataformas elevadas e balizadas, de modo a proporcionar as vistas mais procuradas e estabelecer claramente limites à circulação”. A ideia final é ter um “percurso de educação ambiental, apoiado num conjunto de painéis informativos e educativos, bem como mesas interpretativas, dedicados a temáticas diversas, com o objectivo de promoção, divulgação e sensibilização para o património cultural e natural presente no troço costeiro, fornecendo um enquadramento geográfico e temático adequado ao visitante”. Para além disso foi dada prioridade à vegetação local em detrimento das espécies invasoras.

À primeira vista, parece que estamos numa maquete ao vivo cheia de madeira. Há pinos de madeira para os caminhos, para balizar caixotes do lixo, para os estacionamentos. O MERCÚRIO ouviu a opinião de Luís Jesus num café de Cavaleiro. “Há excesso de madeira, um exagero que não acrescenta valor ao local, tenho dúvidas que haja desenvolvimento turístico por causa desta obra”, defende. “Na minha opinião, a intervenção é muito artificial, não se devia substituir trilhos naturais por madeira, devia manter-se a paisagem de forma mais natural, respeitando o ambiente”, conclui.

Um pouco mais à frente está o portinho da Lapa das Pombas. E se é verdade que o mar nem sempre está de lapas, aqui as obras parecem estar concluídas.  E o que estava previsto? O prolongamento da rampa varadouro existente, dragagem do canal de acesso à rampa, montagem de um sistema de amarração das embarcações em flutuação (fornecimento e montagem de um guincho horizontal para alagem das embarcações, incluindo a limpeza e reparação do respectivo abrigo).

Mais a norte, na praia de Almograve houve atraso nas obras, recuperado no início deste ano. A alteração mais visível é um percurso de ligação entre zonas Norte e Sul da praia feito paralelamente à circulação viária, ocupando uma área já consolidada. O pavimento foi executado com recurso a mistura de inertes de cor igual aos existentes. O percurso foi balizado com pinos em madeira de pinho tratado em autoclave, a imagem de marca da intervenção Polis.

Nas Furnas, houve intervenção para acabar com o estacionamento abusivo e criado um percurso pedestre. As obras estão concluídas e já foram inauguradas.

EM MILFONTES PERGUNTA-SE "QUEM RECEBE ESTAS OBRAS?"

Em Vila Nova de Milfontes, as obras seguem a bom ritmo. O fim das obras, que se desenrolam em três fases, deve ocorrer em Julho, em plena época balnear. Os três habitantes com quem o MERCÚRIO falou são unânimes em afirmar que as obras não vão afectar o turismo.

Rui Ruas estranha a “falta de gente a trabalhar”. A intervenção é grande: requalificação de estradas e passeios, reordenamento de estacionamentos, melhorias nos esgotos e drenagem de águas, intervenção nos espaços verdes. Por isso, Ruas reforça: “já há atrasos e se querem ganhar os prazos têm de meter mais pessoas a trabalhar”.

A mesma fonte adianta que a circulação em tempo de obras, que afectam com mais força o centro histórico, “não tem sido fácil” em particular quando precisa de “levar o neto ao colégio”. 

Joaquim Reis lembra que “neste tipo de obras há sempre imprevistos e os prazos são difíceis de cumprir”. “Há muitos factores que não se controlam”, acrescenta António Raposo. Os dois concordam na opinião de que, apesar dos “incómodos”, a intervenção “é boa para a vila”. Raposo teria ido mais longe na questão do estacionamento: “a zona histórica podia ser só a pé”.

Em Milfontes, para além da intervenção na malha urbana, o programa Polis previu obras no portinho local, no caso o do Canal, a Norte da vila. Os pescadores ouvidos pelo MERCÚRIO estão muito insatisfeitos com a obra. Queixam-se que a dragagem foi mal feita deixando a situação “pior do que estava”, de uma pedra perigosa para os barcos “que está no meio da poça e devia ter sido partida”, que falta cortar “um metro e meio de rocha no palheirão”, de um guincho demasiado alto para puxar os barcos e da casa para as iscas que classificam de “aberração”. Dinis Marcelino Dias é peremptório: “da maior parte do dinheiro gasto, não se vê aqui nenhum trabalho feito”.

Outro dos problemas é a situação das correntes de amarração dos barcos. “Há embarcações atadas a pneus, em situação precária, e se houver uma maresia séria pode haver ali uma situação séria em que os barcos se podem partir”, alerta Mário Feliciano.

“Nenhuma entidade quer assumir responsabilidade, nem pelas obras, nem pela limpeza, arrumação e cobrança, isto é grave, queremos saber a quem é que a obra vai ficar entregue”, exige Faustino que fala por todos quando diz que a obra “não foi pensada em conjunto com os pescadores, as pessoas mais interessadas e conhecedoras”.

Ó MALHÃO, MALHÃO QUEM TE DEU AS BOTAS?

Se na Zambujeira do Mar se abateram estacionamentos, na praia do Malhão continua a ser possível estacionar junto à praia. A intervenção do Polis, na ordem de um milhãos de euros, criou estacionamentos ordenados e vários passadiços de madeiras nas falésias com plataformas-miradouro. Durante as obras houve polémica por causa de uma fossa séptica que foi colocada de forma inadvertida abrindo um buraco de cinco metros na base de uma duna protegida do parque natural. Os trabalhos atrapalharam o acesso à praia de muitos turistas no Verão passado, mas a câmara decidiu prosseguir em pleno Verão para não perder o acesso aos fundos comunitários. 

A obra está terminada, mas a câmara de Odemira está insatisfeita com o resultado. José Alberto Guerreiro, presidente da câmara, falando acerca das obras do Polis na reunião de 4 de Fevereiro, declarou: “na praia do Malhão, o pavimento do estacionamento (alvéolos com brita) e a rotunda têm de ser corrigidos, porque não são funcionais e vai ser reforçada a sinalização”. “O município de Odemira tem previsto em orçamento verba para a melhoria do pavimento do acesso que liga a praia do Malhão ao Caminho Municipal 1072”, acrescenta o presidente. Enquanto se espera pela promessa, o acesso continua a fazer-se por uma estrada de terra batida, muito esburacada pelas recentes chuvas. Por enquanto, não há previsão de quando irão começar as obras de correcção. 

O MERCÚRIO foi ao local e observou a rotunda, onde um autocarro dificilmente passará. Observou também a estrada em brita que apresenta danos, dificuldades dos visitantes - as notícias têm aguçado a curiosidade de quem quer vir ver a “nova” praia - em realizar manobras ou perceber onde devem estacionar, isto apesar da chuva de sinais de trânsito destinada a regular a circulação entre os 600 lugares. E viu vestígios de degradação dos pinos de plástico que imitam madeira, bem como alguns dos sinais de trânsito caídos no chão por não suportarem o forte vento da zona.

Piana, especialista em Gestão de Projectos Ambientais e de Montanha escreveu na última edição do MERCÚRIO a sua opinião acerca do empreendimento: “É justo que a câmara de Odemira tenha decidido dotar a praia do Malhão de um parque de estacionamento, de uma paragem de autocarro e de uma passadeira, mas o modo como o fez e a qualidade de construção deixam muito a desejar”. O académico crítica à falta de acesso às pessoas em cadeiras de rodas, excesso de miradouros com a mesma vista e o novo estacionamento que classifica de “caótico”.

Opinião diferente tem Margarida Faustino. Vive em Londres mas continua a vir religiosamente, todos os anos, à praia do Malhão. Tem uma casa para arrendar a turistas e veio ver como estava o local depois das obras. “Está muito melhor, tive algumas dúvidas onde entrar e estacionar e devia haver toldos para os carros, faltam carros já estacionados para se perceber, mas fora isso está mais civilizado”, opina. Margarida Faustino lembra que a praia selvagem tinha a “desvantagem para quem tinha filhos pequenos, pois era difícil descer pela areia com as crianças”.

NOTA: O MERCÚRIO tentou obter um balanço das obras executadas junto da câmara de Odemira e da sociedade Polis. Da sociedade não obteve resposta. Do município a resposta chegou por correio electrónico: “o balanço far-se-á no final da intervenção Polis”.

por Ricardo Vilhena

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mercurioonline



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